Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
ZONA SUL

Moradores relatam que a disputa entre facções em beco no Crespo é frequente

No beco JB Silva a reportagem da TV A Crítica observou casas marcadas com a sigla da facção criminosa Comando Vermelho e encontrou munições deflagradas durante troca de tiros entre suspeito de tráfico e PMs



MEY_SHAPIAMA_6580FE9A-5134-4AA5-9068-1421F3BBC8C4.jpeg Foto: Mey Shapiama
30/10/2019 às 11:15

Os moradores do beco JB Silva, local onde 17 suspeitos de integrarem a facção criminosa Família do Norte (FDN) foram mortos durante confronto com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) nas primeiras horas desta quarta-feira (30), relataram que é frequente a disputa pelas bocas de fumos instaladas nos becos e vielas do bairro Crespo, Zona Sul de Manaus.

O medo de represália dos traficantes faz com que os moradores do beco JB Silva tranquem as portas cedo e não dêem informações sobre o que observam da movimentação do lugar. Testemunhas do confronto ocorrido mais cedo informaram à equipe de reportagem da TV A Crítica que não há policiamento, assim como as ruas tornaram-se palco de verdadeiras guerras.



“É muito rotineiro tentarem tomar as bocas de fumo de integrantes de outras facções. Ontem, 17 morreram e mais ou menos 50 homens chegaram dentro de um caminhão. Eles queriam tomar uma boca de fumo dessa área. Como os becos dão saída para o bairro São Lázaro, eles usam essas passagens para fugir quando a polícia vem”, declarou uma moradora que não quis se identificar.

A reportagem da TV A Crítica observou casas marcadas com a sigla da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e encontrou munições deflagradas pelo chão. Após o confronto com a PMAM, a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) está monitorando a região do Crespo à procura de mais suspeitos envolvidos no confronto de logo mais cedo.

Posicionamento

Sobre a ronda ostensiva, feita de modo diário pela PMAM, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP - AM) enviou uma nota onde afirma que realiza patrulhamento ostensivo e preventivo em toda a capital, com foco em áreas consideradas vermelhas. 

"A comunidade tem sido indispensável parceria da polícia, no relato de ocorrências e apontando o paradeiro de suspeitos. No caso específico da ação ocorrida na madrugada de hoje, a população fez o acionamento para o CIOPs, por meio do 190, e a viatura mais próxima da área foi deslocada", diz a nota encaminha para o Portal A Crítica.

E complementa, "foi com o apoio da população, que fez denúncias em tempo real para o 190, que foi possível localizar os outros suspeitos, que estavam escondidos em outros pontos do bairro".

*Colaborou a repórter Mey Shapiama


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