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Mulher que participou de homicídio de maquiador receberia R$ 500

Ela afirmou que só soube que participaria de um assassinato quando “Diego Olhão” disparou. Ele está sendo procurado pela polícia 11/09/2017 às 10:43 - Atualizado em 11/09/2017 às 11:11
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Indiciada por homicídio, ela tem tatuagem dizendo que "Só Deus pode me julgar" (Foto: Jander Robson)
Dani Brito Manaus

Gessica Alves Alho, 24, foi apresentada na manhã desta segunda-feira (11) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus, acusada de participação no homicídio do cabeleireiro e maquiador João Felipe de Oliveira Martins, 22, ocorrido no dia 30 de agosto deste ano em um salão de beleza localizado no conjunto Vieiralves, bairro N. S. das Graças, na Zona Centro-Sul da cidade.

De acordo com a polícia, a mulher - que tem uma tatuagem dizendo "só Deus pode me julgar" no ombro direito - foi contratada por terceiros para ir até o salão de beleza juntamente com o atirador, identificado como Diego Sabino Araújo, o “Diego Olhão”, que permanece foragido.

"Ligaram para ela oferecendo um 'corre', no entanto ela nos fala que foi ao local achando que se tratava de um assalto e que só soube do homicídio no momento que Diego efetuou os disparos. Pela participação no crime ela receberia a quantia de R$ 500", destacou o delegado Juan Valério, titular da DEHS.

Ainda segundo o delegado, as investigações sobre o crime iniciaram logo após o fato, com o reconhecimento de pessoas envolvidas por meio de análise das imagens do circuito interno de segurança do salão. "Já sabemos que participaram pelo menos quatro pessoas, mas as investigações seguem em segredo de justiça, inclusive sobre a motivação ", disse Juan.

À reportagem, Gessica disse que está arrependida e que não sabia que iria participar de um homicídio. "Me assustei tanto quanto as pessoas que estavam lá no salão. No caminho eu vi a arma com o Diego, mas achei que era para assaltar. Quando ele atirou sai correndo, como todos que estavam lá e peguei um táxi. Não vi mais ele depois daquele dia", relatou a mulher, que disse ainda não ter recebido o dinheiro prometido.

Diego mora no bairro Mauazinho e é conhecido como "Diego Olhão". Informações sobre o paradeiro dele podem ser reparadas a DEHS, pelo telefone (92) 98118-9535.

O crime

O cabeleireiro e maquiador João Felipe foi morto com quatro tiros por volta das 15h45 do dia 30 de agosto deste ano, dentro do salão onde trabalhava, o Sempre Bella, localizado na rua Rio Tarauacá, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul da capital. A vítima foi surpreendida pelo atirador “Diego Olhão”, que correu em direção a Felipe e efetuou os disparos à queima-roupa nas regiões da cabeça, peito, braço, mão e perna.

O atirador entrou no estabelecimento acompanhado de Gessica, que se fingiu de cliente. Após os disparos, os dois fugiram, mas tudo foi registrado por câmeras de segurança que ajudaram a polícia nas investigações. O crime aconteceu enquanto o salão de beleza funcionava, na presença de funcionários e clientes.

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