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Mulheres estão proibidas de visitar presos em Manaus

Elas tentaram entrar nos presídios com materiais proibidos escondidos em comida e parte íntimas 31/07/2016 às 20:37
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Celular e dinheiro em espécie estavam escondidos na vagina de Rosiane Rego
Joana Queiroz Manaus (AM)

Mãe, esposas, companheiras e cunhadas de internos de unidades prisionais tiveram as autorizações de visita suspensas por 30 dias depois de terem sido flagradas tentando entrar com objetos  proibidos durante a revista, neste domingo (31). “Elas são obrigadas e até coagidas por seus familiares presos”, disse o titular da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio.

De acordo com o secretário, se forem reincidentes vão perder definitivamente as autorizações para visitar o familiar preso, depois só com a autorização da justiça.

Nesse domingo a  primeira ocorrência foi por volta das 5h35 no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), no Km 8 da BR-174.  Sâmea Beltrão Zacarias, 30, esposa do preso  Paulo Sérgio Arruda dos Santos, foi flagrada com nove sacos com bebidas alcoólicas, dentro de um recipiente de plástico coberto com vatapá.

Na mesma unidade, por volta das 6h15, a visitante Simone Ferreira da Silva,  24, esposa de Diones Ribeiro de Souza, tentava  entrar com dois cordões banhados a ouro.

Também no CDPM, Ilza Maria da Silva Santos, 51, mãe de Rafael da Silva Santos, levava  cinco sacos de bebida alcoólica, escondidos dentro de um recipiente de plástico coberto com arroz e macarrão.

No Instituto Penal Antônio Trindade, Km 8 da BR-174, Erian Serrão Mendonça, cunhada de  Carlos André Garoni dos Santos, tinha um  celular e um cartão de memória dentro de um preservativo escondido nas partes íntimas.

 Na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), os seguranças evitaram que Rosiane Rego de Oliveira, companheira de Diego Coelho da Encarnação, foi flagrada na revista portando um aparelho celular, uma bateria e R$ 20 em espécie.

Os materiais foram descobertos quando Rosiane passou pelo detector de metais tipo banqueta, os objetos proibidos estavam escondidos entre as partes intimas da visitante que foi conduzida para o 4º Distrito Integrado de Polícia (4º DIP) para os procedimentos de flagrante e teve a autorização de visita suspensa por 30 dias pela Seap.

‘Flagrantes todos os dias’

Pedro Florêncio disse que todos os dias de  visita pessoas são flagradas tentando entrar com materiais proibidos e  a maioria são mulheres  obrigadas pelos internos.  Quando é a primeira vez, elas têm a autorização suspensa durante 30 dias. Quando é reincidente ela perde de vez.

Segundo o secretário, sempre são mulheres que são forçadas a entrar  com material não permitido dentro das cadeias. Elas dizem que são forçadas de alguma maneira, outras têm dependência emocional e outras são ameaçadas mesmo. “Muitas vezes o material nem é para o familiar, mas para os que exercem o poder de comando sobre ele, ou para quem ele tem uma dívida”, disse Florêncio.

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