Sábado, 24 de Julho de 2021
Crime bárbaro

'O chão estava todo ensanguentado’, conta policial sobre morte de idosa

Maria de Fátima Matos da Silva, 64 anos, foi morta pelo próprio filho com transtorno mental



WhatsApp_Image_2021-06-22_at_12.24.55_2D46F43D-0687-4BE3-8E88-A0FDC0B3B91D.jpeg Foto: Junio Matos
22/06/2021 às 18:26

“Foi um cenário sinistro. Havia parte do corpo pela casa, separados, o chão estava todo ensangüentado, inclusive, foi encontrado algumas partes do corpo dentro de uma mochila, que leva a gente crer que ele estava tentando se desfazer ou ocultar o corpo”, disse o tenente da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Higor Jatahy, da Força Tática ao chegar nesta terça-feira (22), na cena de crime de Maria de Fátima Matos da Silva, 64. Ela foi morta por esquartejamento pelo próprio filho, Maxwel da Silva Lima, 33, em uma casa, no beco Danilo Côrrea, no bairro Petrópolis, Zona sul de Manaus.

Jatahy afirmou que a prisão do suspeito aconteceu na rua Benjamin Constant, no mesmo bairro, quando o suspeito passou correndo e ensangüentado próximo a viatura da PM. “Fizemos a detenção dele e logo depois um grupo de populares afirmaram que ele tinha cometido um homicídio. A equipe deslocou até a residência e foi constatada a denúncia”, relatou. 

Conforme Jatahy, na cena do assassinato foram encontradas duas facas ensangüentadas, que foram usadas por Maxwel. Ainda segundo o PM, amigos e familiares confirmaram para os policiais da Força Tática que ele sofria de transtornos mentais.

“Falaram que ele fazia o uso de medicamentos fortes. Os vizinhos relataram que ele tinha comportamento de falar mal as pessoas, andar por aí vagando, sumia de casa, ou seja, tinha comportamentos não condizentes com a anormalidade”, explicou o PM, que ressaltou que Maxwel não tentou reagir à prisão.

Procedimentos

O delegado Charles Araújo, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Seqüestros (DEHS) destacou que Maxwel vai passar por exame de corpo de delito e por audiência de custódia. “A família nos relatou que ele sofreria de problemas mentais. É uma situação que deverá ser comprovada ao longo da investigação e do processo penal, pois demanda perícia, exames, então, precisa de todo um procedimento para se comprovar isso. Ao final do processo o juiz vai julgar se ele imputável ou não no momento da ação criminosa”, frisou.
Charles ressaltou que Maxwel responderá pro homicídio qualificado.
Vítima
O corpo de Maria foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.




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