Publicidade
Manaus Hoje
ASSALTANTES

Ordem para assaltar Uber e casas de Manaus usando OLX vinha de detento, diz polícia

Detento identificado como “Big Loiro”, preso na Unidade Prisional do Puraquequara, comandava ações do bando, afirmou delegado 17/01/2018 às 14:19 - Atualizado em 17/01/2018 às 16:39
Show 154
Foto: Jander Robson
Édria Caroline Manaus (AM)

A ordem para um grupo criminoso assaltar motoristas do aplicativo Uber em Manaus e roubar residências na cidade usando golpes no site de vendas OLX vinha de um detento do sistema prisional do Estado, afirmou hoje (17) o delegado Ayslan Christennes Marques, titular do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Cinco integrantes do bando foram capturados ontem (16) logo após sequestrarem um motorista da Uber e assaltarem residências na capital.

O mandante dos crimes, segundo o delegado, é José Wilkson Cunha da Silva, o “Big Loiro”, preso da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), presídio localizado na Zona Leste da cidade. “Essa organização criminosa é comandada pelo José Wilkson Cunha da Silva, o ‘Big Loiro’, que está preso na unidade prisional do Puraquequara”, afirmou Ayslan Christennes Marques.

Ao todo, foram presos dois homens e uma mulher e dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos, ontem (16), durante a operação “Desapega”, que faz menção ao slogan da OLX. Os presos são Francisco Vieira Cunha Junior, de 25 anos; Hudson Araújo Rego, de 24 anos; e Samila Monique Castro Silva, de 25 anos. Francisco e os dois adolescentes foram pegos no bairro Cidade Nova, Zona Norte, e Hudson e Samila presos em uma residência na Compensa, Zona Oeste.

Conforme o delegado Ayslan Marques, todos são suspeitos de integrarem uma organização que cometia assaltos a residências de pessoas que anunciavam produtos no site de vendas OLX, além de roubar veículos de motoristas da Uber. O bando, conforme o delegado, estava sendo investigado há um mês após roubarem uma residência no bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul da capital.

Os suspeitos, conforme o delegado, marcavam encontros com anunciantes da OLX e, ao chegarem à casa deles, rendiam a vítima e os familiares e cometiam o roubo. Além disso, eles solicitavam corridas pelo aplicativo Uber e sequestravam os motoristas para cometer os crimes utilizando os veículos deles.

Pediram pelo app

Ontem (16), os suspeitos solicitaram no bairro Compensa uma corrida no aplicativo Uber por volta das 19 horas com destino no bairro Praça 14. Chegando ao local, eles renderam a vítima, um motorista de 43 anos, o amarraram e o colocaram dentro do porta-malas do veículo.

“Os policiais tomaram conhecimento de um possível sequestro na avenida Noel Nutels, na Cidade Nova, onde os suspeitos já estavam conduzindo o veículo da vítima, e foram reconhecidos pelos policiais que fizeram a abordagem”, explicou o delegado. Com eles foram encontrados R$ 60, um celular e uma aliança do motorista. A vítima foi encontrada no porta-malas e encaminhada à avaliação médica.

Casa na Compensa

Após a interceptação dos três suspeitos, a polícia foi até uma casa no bairro Compensa, onde Hudson e Samila foram encontrados com materiais roubados da residência no Parque Dez, além de um revólver calibre 38, uma arma de fabricação caseira e trouxinhas de substância entorpecente.

Após o término dos procedimentos, Francisco, Hudson e Samila serão encaminhados à audiência de custódia, já os adolescentes serão levados à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai).

Nota da OLX

A OLX entrou em contato com a reportagem de A Crítica e lamentou a utilização da plataforma deles para crimes. A empresa esclareceu que não tem controle sobre transações entre os usuários porque toda negociação é feita fora do ambiente do site. “A atividade da empresa consiste na disponibilização de espaço para que usuários possam anunciar e encontrar produtos e serviços de forma rápida e simples”.

A OLX também reforçou a disposição deles em colaborar com autoridades durante investigações. “Diariamente, cerca de 500 mil novos anúncios são inseridos na plataforma. Infelizmente, algumas vezes as ferramentas da Internet são utilizadas por terceiros de má índole. Reforçamos, ainda estarmos sempre à disposição das autoridades para colaborar nas investigações”.

Publicidade
Publicidade