Sexta-feira, 18 de Junho de 2021
Prisões

Organização criminosa é presa por vender veículos roubados na internet

Os criminosos utilizavam redes sociais para divulgar os veículos roubados



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04/11/2020 às 12:23

Quatro homens foram presos suspeitos de encomendar e depois vender pelas redes sociais veículos roubados, principalmente motocicletas, de organizações criminosas atuantes na capital, segundo o delegado Cícero Túlio, da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV).

Diego Alexsander do Nascimento, 27, Lidiane dos Santos, 24, Paulo Henrique Toga Campos, 23, e Wanderlei Pereira de Moura, 41, foram presos em flagrante, nos bairros Dom Pedro e Jorge Teixeira, situados nas Zonas Centro-Oeste e Leste de Manaus, respectivamente, na manhã desta terça-feira (3).



O delegado explicou à equipe de reportagem como funciona a estrutura criminosa de aquisição de veículos roubados por grupos criminosos que praticam a revenda desses itens.

“Normalmente, os membros de organizações criminosas vendem veículos roubados a criminosos que praticam esse tipo de esquema. Digamos que um membro de facção tenha roubado um carro para realizar ‘arrastões’ — ele não vai querer ficar com um veículo roubado, então o infrator vende o objeto roubado a esse tipo de criminoso, que pratica a revenda”, disse Túlio.

O quarteto preso anunciava os veículos roubados em redes sociais. O esquema foi desfeito pela polícia quando as equipes de investigação identificaram um dos membros do grupo, junto da companheira, realizando a venda de um veículo roubado.

“Estimamos que eles estavam cometendo esse tipo de crimes há pelo menos dois anos”, disse Túlio. “Também estimamos, que, pelo  menos oitenta veículos, só esse ano, passaram pelas mãos desses criminosos”.

A polícia suspeita que alguns dos veículos revendidos pelo quarteto ainda estejam circulando na cidade de Manaus e no interior do Amazonas.

Modo de ação

Segundo o delegado, Diego e Wanderlei, funcionários de uma loja de emplacamentos, eram responsáveis por produzir placas falsificadas que eram utilizadas para clonar os veículos. Estes eram revendidos pela internet a pessoas que desconheciam o esquema criminoso.

Dentro da organização, Paulo Henrique era responsável por encomendar os veículos roubados ou furtados, conforme as  investigações policiais apontam.

Ainda de acordo com Túlio, as vendas dos veículos roubados eram gerenciadas por Paulo e pela companheira dele, uma jovem identificado como Lidiane. Ela publicava os anúncios dos veículos nas redes sociais.

Apreensões e encaminhamentos

Durante a ação, a polícia apreendeu duas motocicletas roubadas e clonadas, documentos e instrumentos para clonagem de veículos.

Túlio afirmou, ainda, que Diego já havia sido alvo de investigações da DERFV durante uma operação deflagrada em 2018. Ele já responde por organização criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Wanderlei também responde criminalmente que por adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Os quatro homens foram autuados em flagrante por receptação qualificada, associação criminosa, uso de documento falso e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. O quarteto será levado à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde ficará à disposição da Justiça.


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