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Manaus Hoje
OPERAÇÃO

PF faz operação em Manaus contra quadrilha que exportava cocaína em peças metálicas

Segundo a PF, material era escondido em material industrial, o que dificultava fiscalização. Cocaína pura saía de Manaus para Europa, América do Norte e Ásia. 16/02/2017 às 11:27 - Atualizado em 16/02/2017 às 11:30
Show cocaina
Cocaína ficava escondida em tubos metálicos e assim chegava ao exterior (Foto: Divulgação / DRE / PF)
acritica.com Manaus (AM)

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Amazonas (DRE-AM), da Polícia Federal, deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira para desarticular uma quadrilha especializada no tráfico internacional de cocaína.  De Manaus, as drogas saíam para a Europa, América do Norte e Ásia.

De acordo com a PF, 40 policiais federais estão cumprindo três  mandados de prisão, cinco  mandados de condução coercitiva e seis mandados de busca e apreensão. Um dos mandados foi cumprido no condomínio Forrest Hill, residencial de luxo localizado na Av. Torquato Tapajós. A PF, no entanto, não deu nomes dos alvos dos mandados.

De acordo com a PF, as investigações em cima da organização criminosa, que tem Manaus como base de suas operações, começaram em 2014. Os traficantes operavam um esquema de remessa cocaína pura para o exterior, ocultando a droga em materiais industriais, fazendo uso de empresas de logística com alcance global.

A ocultação dos entorpecentes era realizada de maneira a impossibilitar a localização dos mesmos pelos processos tradicionais de fiscalização, inclusive raio-x, uma vez que eram selados em cilindros e peças de metálicas por profissional da área que se colocou a serviço do crime organizado.

Somente serrando as peças metálicas é que era possível encontrar a cocaína, conforme mostra imagem ao lado de uma das apreensões realizadas pela PF no curso das investigações.

A  cocaína traficada pela organização criminosa era do mais elevado valor no mercado ilícito de drogas, e a quadrilha explorava rotas de tráfico para a Europa, América do Norte e Ásia.

No curso das investigações foram feitas diversas apreensões de entorpecentes no Brasil, o que geraria lucros astronômicos para a quadrilha, caso tivessem chegado ao destino final.

Além das apreensões no Brasil, foram também interceptadas, em cooperação internacional, remessas de drogas para a diversos países do mundo, inclusive com a prisão dos receptadores.

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