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Manaus Hoje
POLICIAL

PM acusado de integrar grupo de extermínio é preso por agredir a esposa em Manaus

Dorval Carneiro foi preso em 2015 na Operação Alcatéia como um dos PMs responsáveis pela chacina do “Fim de Semana Sangrento” 20/11/2017 às 21:03 - Atualizado em 20/11/2017 às 21:05
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Foto: Arquivo A Crítica
Joana Queiroz Manaus (AM)

O policial militar Dorval Junior Carneiro de Matos – acusado de integrar um grupo de extermínio responsável pela chacina que vitimou mais de 30 pessoas em Manaus em julho de 2015, o “Fim de Semana Sangrento” – voltou a ser preso nesta segunda-feira (20) por crime de violência doméstica e posse ilegal de armas. Segundo a polícia, ele agrediu a esposa na casa onde moravam.

A prisão dele aconteceu por volta das 11h de hoje. Segundo policiais militares que efetuaram a prisão de Dorval, ao chegarem à residência dele o mesmo estava “alterado” e em poder de uma pistola da marca Taurus de calibre 380. Há dois meses, Dorval estava em liberdade condicional e sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

Após ser preso, Dorval foi levado para a sede do 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste da cidade, onde ainda permanecia “alterado”, mas depois se acalmou. Segundo a polícia, Dorval disse que estava “estressado”. Após ser autuado, ele foi levado para uma unidade da Polícia Militar no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte da capital.

Operação Alcatéia

O policial militar Dorval Junior Carneiro de Matos foi preso em 2015 durante a Operação Alcatéia, deflagrada com objetivo de desmantelar um grupo de extermínio formado por policiais militares e que havia sido apontado como responsável pela chacina que vitimou 36 pessoas em Manaus durante um único final de semana, de 17 a 19 de julho de 2015, conhecido como “Fim de Semana Sangrento”.

Os policiais acusados de grupo de extermínio ficaram presos até o mês setembro deste ano, quando foram colocados em liberdade provisória para aguardar o julgamento em liberdade. Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), uma pistola calibre 840, do arsenal da Polícia Militar e que estava acautelada para Dorval, foi utilizada no assassinato de Anderson Sales Soares e de Álvaro Gabriel Rodrigues, vítimas da chacina.

Além disso, conforme o MP-AM, um carro Gol de cor vermelha pertencente a Dorval também foi usado na execução de outras pessoas naquele final de semana. Conforme a denúncia do promotor de justiça Geber Mafra, o policial militar Dorval está envolvido em 13 assassinatos e tentativas de homicídio ocorridos em julho de 2015.

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