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Manaus Hoje
não cumpriu protocolo

PM que matou deficiente mental pode ser preso a qualquer momento

Samuel Anderson da Costa de Araújo não se apresentou na delegacia após o crime e delegado pediu a prisão preventiva ao TJ-AM 27/04/2016 às 04:30 - Atualizado em 27/04/2016 às 08:07
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Morte brutal comoveu população (Foto: Jander Robson/Freelancer)
Kelly Melo Manaus (AM)

O policial militar Samuel Anderson da Costa de Araújo, lotado na 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que matou um deficiente mental no início da semana, no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste, pode ser preso temporariamente a qualquer momento.

Nesta terça-feira (26), o delegado Raphael Campos, do 30º Distrito Integrado de Polícia (DIP), representou pela prisão do PM à Justiça Estadual, uma vez que o soldado ainda não se apresentou na delegacia para prestar a versão dele sobre o caso.

De acordo com o delegado, um inquérito policial foi aberto para investigar o crime e o policial precisa ser ouvido, pois é uma parte importante a ser ouvida para concluir o  procedimento. “Ele ainda não se apresentou, mas cometeu um crime comum e nesse caso, cabe à Polícia Civil instaurar o procedimento”, afirmou o delegado. 

A prisão temporária do policial militar foi solicitada no Plantão Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ–AM) durante a tarde de ontem, mas até o fechamento desta edição ainda não havia sido analisada. 

Pedradas

O crime aconteceu na rua Brigadeiro Hilário Gurjão, no Jorge Teixeira, na Zona Leste, na manhã da última segunda-feira. Câmeras de segurança de um comércio das proximidades gravaram o momento em que a viatura passa pelo local e a vítima, Ivan Paulo da Silva, 33, arremessa uma pedra contra o veículo. 
As imagens também mostram quando a viatura  faz o retorno e Ivan joga outra pedra no carro e atravessa a rua, correndo. É nesse momento que  policial para a viatura e dentro, atira contra Ivan, que estava desarmado. Ele morreu na hora. 

O caso chamou a atenção da população, que ficou revoltada com o episódio. Familiares da vítima ficaram desesperados.

Proteção?

Em nota, o Comando Geral da Polícia Militar informou que o soldado Samuel Anderson reagiu à ação de um homem que atirava pedras em via pública e também na viatura da 30ª Cicom. 

Conforme a corporação, o policial já foi apresentado à Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) e que o caso será apurado de forma rigorosa.

Apesar de ter sido levado inicialmente à 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e depois a DJD, de acordo com o delegado Raphael Campos, o policial militar não cumpriu o protocolo por ainda não ter comparecido ao DIP. “Não sei por que ele foi levado para a DJD se  foi um crime comum e não militar”, criticou o delegado. 

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