Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
INVESTIGAÇÃO

PMs são presos suspeitos integrar esquema de tráfico de drogas no AM

Segunda fase da Operação Guilhotina, comandada pela SSP-AM e DRCO, prendeu quatro policiais e ex-policiais suspeitos de integrar esquema de milícia e tráfico de toneladas de drogas



DRCO_9AB2FDF2-711B-400D-AE68-041D38791D53.jpg Foto: Divulgação
19/04/2021 às 22:47

Quatro policiais militares e ex-policiais foram presos suspeitos de integrarem um grupo de milicianos que se apropriavam de toneladas de drogas apreendidas para depois vender. A prisão aconteceu durante a segunda fase da Operação Guilhotina, deflagrada nesta segunda-feira (19), pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Na primeira fase, dois PMs foram presos suspeitos de integrarem o esquema.

Fontes ligadas à Secretaria de Segurança do Estado (SSP-AM), e que preferiram manter o anonimato, dão conta de que até o momento, foram presos o atual comandante da 8º Companhia Interativa Comunitária (Cicom), capitão Ângelo Junio de Oliveira Cruz; o capitão Stanley Oliveira de Araújo; cabo André Hertel Cury Ferreira, da 8º Cicom; cabo Hugo Portela da Silva. O cabo Rogério Lopes Rodrigues, que seria o dono do sítio para onde eram levadas as drogas, e dois ex-policiais militares identificados como Robson Cascaes de Souza e Leandro Costa Gomes, estão foragidos, conforme apurou A Crítica.



Um policial identificado como Jhonatan Ferreira de Melo, também é um dos alvos da investigação, mas ainda não foi confirmado se foi preso ou está foragido.

De acordo com a fonte da SSP, os envolvidos recebiam informações sobre a chegada das drogas devido ao trabalho exercido como policiais. Eles faziam as abordagens e detenção dos traficantes, mas não apresentavam o material ilícito na delegacia. Então, eles ficavam com as drogas e depois as vendiam.

Histórico de indisciplina

O policial militar Robson Cascaes de Souza, foi preso pelo DRCO em 2012, após explodir um caixa eletrônico do banco Itaú, localizado nas imediações do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus. Além de Cascaes, outras quatro pessoas, sendo um deles também policial militar, foram presas por participação no crime.

Os policiais, na época, estavam lotados no 9º Batalhão da Polícia Militar de Manacapuru (AM), e teriam ajudado a trazer os explosivos para Manaus. A quadrilha fugiria com R$ 50 mil em espécie, mas todos foram presos em flagrante pela polícia.

A primeira fase da Operação Guilhotina teve início no dia 9 deste mês, onde foram apreendidas 1,6 toneladas de maconha tipo skunk, em um sítio em Novo Airão (distante 115 quilômetros de Manaus). Na segunda-feira (12), dois policiais civis foram presos por envolvimento nesse crime. A prisão dos policiais foi realizada pela Polícia Civil, por meio do DRCO e pelo Departamento de Polícia do Interior (DPI), em bairros distintos da Zona Centro-Sul de Manaus.

O que diz a Polícia Militar

A Polícia Militar divulgou uma nota informando que a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Corporação vai instaurar procedimento disciplinar para analisar a conduta dos policiais.

A nota também ressalta que os militares estão custodiados no Núcleo Prisional e no Batalhão de Choque da PMAM .

“Todos os elementos apresentados durante a ação investigatória serão apurados de forma rigorosa. No curso do processo será dado aos militares o direito ao contraditório e a ampla defesa. A Polícia Militar informa que não compactua com atos que contrariem a lei, e tão logo sejam concluídas as investigações serão tomadas providências cabíveis aos fatos”, concluiu a nota.

*Por Gabrielly Gentil, Joana Queiroz e Jhonny Lima

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