Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020
OPERAÇÃO HÓRUS

Polícia desarticula quartel general de ‘piratas do rio’ em Coari; um suspeito foi morto

Bando era especializado em atacar embarcações para tomar mercadorias e drogas no rio Solimões. Uma grande quantidade de materiais e armamentos utilizados por eles também foi apreendida



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24/06/2020 às 13:21

Policiais militares do 5º Batalhão da Polícia Militar de Coari desarticularam o quartel general de um bando especializado em atacar para tomar mercadorias e drogas de embarcações no rio Solimões. A equipe também apreendeu uma grande quantidade de materiais que eram utilizados por ele nos ataques. Um dos criminosos morreu no confronto com a polícia.

A ação policial aconteceu ontem (23) nas proximidades da cidade de Coari, sob o comando do tenente Pedro Moreira, durante a operação Hórus, que combate o crime de pirataria nos rios do Amazonas.



De acordo com o delegado da Polícia Civil do município de Coari, Bardas Júnior, os policiais realizavam a operação, quando abordaram dois indivíduos em um bote equipado com motor 30HP, que vinham do Rio Solimões e entrava no lago de Coari.

Durante a busca pessoal, os policiais notaram que na barriga de um dos homens havia a marca de uma arma de fogo que este trazia em sua cintura, porém, o suspeito informou que havia jogado a arma na água assim que percebeu que seria abordado pelos Policiais Militares. Na embarcação, também foi encontrado um coturno de uso militar. 

Os policiais militares reconheceram um dos indivíduos como sendo irmão de um conhecido "pirata de rio" e indagaram a sua procedência. Este respondeu então que teriam ido abastecer uma lancha que estava escondida na ilha do Ariá, onde mais tarde um grupo de "piratas de rio" iria buscar para roubarem drogas no rio Solimões.

A equipe policial então foi até o local e encontrou uma lancha com bote de alumínio de oito metros equipada com motor 250HP Suzuki. Na embarcação, a polícia encontrou várias munições de diferentes calibres, uma botija de gás de 7kg, uma camisa preta com brasão da Polícia Civil, de uso exclusivo da Polícia, e três baldes de 50 litros para transporte de combustível, além de um rádio HT .

Os homens disseram aos policiais que estavam responsáveis apenas pelos mantimentos e abastecimento da embarcação, mas que haviam homens armados na casa de um criminoso conhecido por "Coronel", que é pai de outro conhecido por "Noka", e que seriam moradores da Comunidade São José do Saúba.

Os homens informaram ainda que na mesma casa estavam outros criminosos identificados como “Vagner", "Marquinho", "Monstrão" e "Patarrão" e outros também estavam no local de onde sairiam em canoas com motor rabeta para pegar a lancha abastecida.

Troca de tiros

Quando os policiais se dirigiam ao local indicado, foram surpreendidos por quatro homens armados com armas longas que atiraram  contra eles. Os policiais revidaram e, na ação, um dos suspeitos foi baleado e veio à óbito no local. Com este a Polícia Militar apreendeu uma espingarda calibre .16, 5 cinco cartuchos de calibre .12, quatro cartuchos calibre .28, um celular, uma camisa preta manga longa e um boné da marinha mercante.

Os demais criminosos que estavam na casa conseguiram fugir por mata adentro. De acordo com o delegado, eles possuíam visão privilegiada do rio e do caminho de acesso, montando uma espécie de posto de vigilância para informar da chegada da polícia.

Na casa de Noka e Coronel os policiais apreenderam 68 munições de diversos calibres todos intactos, uma mochila contendo seis camisas pretas com brasão e escrito "Polícia Civil", além de calças com camuflado urbano digital de uso exclusivo das Unidades de Policiamento Especializado da Polícia Militar, além um de colete balístico escrito "Polícia Civil".  Foram apreendidos também roupas, binóculos, lanternas, roçadeira, caixa de som e motores de popa.

Moradores do local informaram à polícia que pelo menos dez criminosos que estavam na casa portavam armas longas, possivelmente espingardas, rifles, submetralhadoras. Estes homens com fuzis fugiram para mata assim que ouviram os disparos de arma de fogo.

Os homens detidos foram encaminhados para a delegacia, depois de ouvidos foram liberados, pois foi constatado que eles não tinham envolvimento com os crimes de pirataria. O corpo do homem morto na troca de tiros até hoje não foi identificado.

Repórter de A Crítica

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