Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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(Foto: Divulgação/SSP-AM)
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APREENSÃO

Polícia Militar apreende 1,7 toneladas de pirarucu em frigorífico em Manaus

Cada pirarucu tem entre 27 quilos e 89 quilos. O frigorífico abastece feirantes que vão até o estabelecimento comprar o produto para vender nas bancas das feiras


11/04/2019 às 14:48

Mais de 1,7 toneladas de pirarucu foram apreendidas pelo Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAMB) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por volta das 4h30 desta quinta-feira (11), em um frigorifico nas proximidades da Feira da Panair, zona sul de Manaus. O montante apreendido corresponde a 37 unidades do pescado, que foram congelados inteiros.

Segundo o tenente Natanael Freire, apesar da responsável apresentar documentos, nenhum peixe estava com o lacre exigido pela legislação. O tenente contou que a equipe do BPAMB iniciou uma fiscalização por volta de 3h30. “Era uma abordagem de rotina. Percorremos algumas embarcações e fomos, também ao frigorífico, quando encontramos a irregularidade”, contou.

A responsável pelo frigorífico, uma mulher de 57 anos, apresentou a nota fiscal, a guia de transporte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), guia de comercialização e lacres. Porém, os lacres não estavam nos pirarucus.

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“O lacre tem que estar fixado no pescado, e 100% deles estavam sem o lacre, o que é uma irregularidade. Segundo a guia, havia uma relação com 60 lacres. As outras 23 unidades já tinham sido comercializadas. Não há dúvida de que o pescado é de manejo, mas não tem como ligar o pescado a essa documentação, a esse lacre; ou seja, o pescado é sem origem comprovada. Um ou outro lacre pode quebrar, mas 100% não estar fixado no peixe, não é possível”, explicou o tenente.

Cada pirarucu tem entre 27 quilos e 89 quilos. O frigorífico abastece feirantes que vão até o estabelecimento comprar o produto para vender nas bancas das feiras.

O pescado e a gerente de 57 anos foram levados para a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Demma). A situação é de flagrante delito e cabe fiança, de valor arbitrado pela autoridade policial da Demma. O pescado será doado a instituições filantrópicas.

*Com informações de assessoria de imprensa

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