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Manaus Hoje
Dois policiais assassinados

Polícia procura por traficantes que mataram policiais em confronto em Iranduba

Um PM e um policial civil foram verificar denúncia de tráfico de drogas e acabaram mortos pelos donos do entorpecente durante troca de tiros 27/10/2016 às 05:00
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O duplo homicídio ocorreu dentro de uma embarcação (Reprodução)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

O delegado Ricardo Homero, titular do 31ª Distrito Interativa de Polícia (DIP), instaurou inquérito policial para investigar a morte do investigador de Polícia Civil Genelson Carlos Duarte Mota, 46, e do sargento reformado da Polícia Militar Rubenício da Silva Alexandre, 59. Os dois foram assassinados na noite de terça-feira (25), em Iranduba, interior do Amazonas. Dois colombianos são suspeitos do crime e estão sendo procurados pela polícia.

O duplo homicídio ocorreu dentro de uma embarcação atracada em uma ilha conhecida como Paciência, localizada na comunidade Caldeirão, interior do município. Dentro da lancha onde o policial civil foi morto, a Polícia Militar encontrou 100 pacotes de droga tipo Skunk, totalizando aproximadamente 145 quilos de maconha. O delegado Ricardo Homero informou que o investigador havia ido ao local sozinho para verificar uma denúncia de tráfico de drogas e, após confronto, acabou morto junto com o PM.

“Ele recebeu uma denúncia e foi averiguar. Ele pediu para que pessoas da localidade o auxiliassem, mas sabemos que o policial deveria estar com outro policial. Mas como era muito dedicado, ele fez dessa forma e veio a óbito em possível confronto com traficantes, mas não podemos confirmar porque essas pessoas (traficantes colombianos) não foram encontradas”, explicou Homero.

“A informação é da Polícia Militar de que ele foi checar essa ocorrência. Projéteis de ponto 40 e 380 foram encontrados. Ali (local da morte) sabemos que é ponto de escoamento de entorpecente, pois há investigação em andamento ali”, ressaltou. Além dos projéteis, uma metralhadora – pertencente à PC – foi encontrada uma mochila que pertencia ao investigador. Um sobrevivente do caso, Raimundo Nonato de Souza, de 51 anos, prestou esclarecimentos, mas o  depoimento do ribeirinho foi mantido em sigilo.

Procura por suspeitos

Informações não oficiais dão conta que o policial militar reformado estava no local, pois pescava junto com o caseiro Raimundo Nonato. Após perceber a presença da lancha suspeita, ele sacou a arma e trocou tiros com os colombianos. O filho do PM, o também sargento da Polícia Militar Alexandre Roberval, 42, informou que o pai morava no município e pescava na hora do fato.

Duas carteiras de identidade colombianas foram apreendidas no local do crime, porém o delegado não soube informar se as cédulas eram dos suspeitos. Segundo Homero, acredita-se que após o tiroteio, os colombianos pularam no rio e fugiram pela mata. O grupamento FERA, além de policiais do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Homicídios (DEHS), Contra o Crime Organizado (DRCO) estão no caso.

Muito a investigar

A droga foi encaminhada para o Departamento de Polícia Técnico Científico (DPTC), onde deve ser periciada. A partir do depoimento do ribeirinho a polícia procura pistas para chegar aos donos da droga e descobrir como os dois policiais morreram.

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