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Manaus Hoje
GRUPO DE EXTERMÍNIO

Policiais militares são presos suspeitos de participar de grupo de extermínio no AM

Foram presos um PM da Rocam e outro da 16ª Cicom durante a ação, que faz parte da Operação Alcateia, deflagrada em novembro, quando foram presos outros 13 policiais e três civis 18/12/2015 às 13:15 - Atualizado em 15/03/2016 às 21:33
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Os nomes dos presos não foram revelados (Winnetou Almeida)
Joana Queiroz

Mais dois policiais militares do Amazonas foram presos por serem suspeitos de participar de um grupo de extermínio no Amazonas. As prisões ocorreram na manhã desta sexta (18) como a segunda parte da Operação Alcateia, deflagrada primeiramente em novembro.

Até o momento foram presos um PM da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e outro da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). A operação é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em novembro, na primeira parte da operação, 15 pessoas foram presas, sendo 13 policiais e três civis.

Os nomes dos presos não foram revelados. De acordo com a SSP, os novos suspeitos foram capturados e identificados através de laudos periciais nas armas apreendidas na primeira fase da Alcateia. Segundo a própria polícia, os PMs agiam no grupo de extermínio utilizando armas, viaturas, fardas e demais equipamentos das forças de segurança do Estado.

Matavam por diversão

A Operação Alcateia foi deflagrada no dia 27 de novembro pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual (MP-AM) e pela SSP contra um grupo de extermínio formado por policiais militares no Amazonas.

Segundo o corregedor-geral da SSP, Leandro Almada, os PMs matavam por qualquer motivo fútil e combinavam entre si de sair para praticar homicídios, ameaças e extorsões por puro divertimento. Segundo ele, outro motivo para os crimes era droga, ou seja, os policiais matavam traficantes para roubar os entorpecentes e revendê-los, para obter lucro próprio.  

Na Alcateia foram apreendidas armas de fogo, veículos e drogas.

Fim de semana sangrento

As investigações da Operação Alcateia iniciaram logo depois da série de assassinatos que ficou conhecida com “fim de semana sangrento” em Manaus, do período de 17 a 19 de julho deste ano, quando mais de 30 pessoas foram mortas na capital.

A suspeita era que 18 mortes teriam sido praticadas em atividades típicas do grupo de extermínio, ou seja, mais de metade dos assassinatos. Segundo a polícia, outras execuções praticadas pela quadrilha aconteceram antes e depois deste fim de semana. 

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