Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
GRUPO DE EXTERMÍNIO

Policiais militares são presos suspeitos de participar de grupo de extermínio no AM

Foram presos um PM da Rocam e outro da 16ª Cicom durante a ação, que faz parte da Operação Alcateia, deflagrada em novembro, quando foram presos outros 13 policiais e três civis



gfddggfdfg.JPG Os nomes dos presos não foram revelados (Winnetou Almeida)
18/12/2015 às 13:15

Mais dois policiais militares do Amazonas foram presos por serem suspeitos de participar de um grupo de extermínio no Amazonas. As prisões ocorreram na manhã desta sexta (18) como a segunda parte da Operação Alcateia, deflagrada primeiramente em novembro.

Até o momento foram presos um PM da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e outro da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). A operação é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em novembro, na primeira parte da operação, 15 pessoas foram presas, sendo 13 policiais e três civis.



Os nomes dos presos não foram revelados. De acordo com a SSP, os novos suspeitos foram capturados e identificados através de laudos periciais nas armas apreendidas na primeira fase da Alcateia. Segundo a própria polícia, os PMs agiam no grupo de extermínio utilizando armas, viaturas, fardas e demais equipamentos das forças de segurança do Estado.

Matavam por diversão

A Operação Alcateia foi deflagrada no dia 27 de novembro pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual (MP-AM) e pela SSP contra um grupo de extermínio formado por policiais militares no Amazonas.

Segundo o corregedor-geral da SSP, Leandro Almada, os PMs matavam por qualquer motivo fútil e combinavam entre si de sair para praticar homicídios, ameaças e extorsões por puro divertimento. Segundo ele, outro motivo para os crimes era droga, ou seja, os policiais matavam traficantes para roubar os entorpecentes e revendê-los, para obter lucro próprio.  

Na Alcateia foram apreendidas armas de fogo, veículos e drogas.

Fim de semana sangrento

As investigações da Operação Alcateia iniciaram logo depois da série de assassinatos que ficou conhecida com “fim de semana sangrento” em Manaus, do período de 17 a 19 de julho deste ano, quando mais de 30 pessoas foram mortas na capital.

A suspeita era que 18 mortes teriam sido praticadas em atividades típicas do grupo de extermínio, ou seja, mais de metade dos assassinatos. Segundo a polícia, outras execuções praticadas pela quadrilha aconteceram antes e depois deste fim de semana. 


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