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Manaus Hoje
Inquérito

Resultado de exames de suposto estupro em consultório deve sair nesta terça (11)

Segundo delegado, identidade de médico envolvido não será revelada até conclusão do inquérito. Exames foram feitos pelo IML e Instituto de Criminalística, além da perícia dos objetos encontrados no consultório. 10/10/2016 às 17:23 - Atualizado em 10/10/2016 às 19:37
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Médico suspeito prestou depoimento na última sexta-feira (7) à polícia (Foto: Evandro Seixas)
Mayrlla Motta Manaus (AM)

O resultado do exame de conjunção carnal, que pode ajudar a comprovar ato de violência cometido pelo médico ginecologista de 50 anos, suspeito de estuprar uma paciente de 26 anos em um consultório no último dia 4 deve sair nesta terça-feira (11).

Na última sexta-feira (7), o suspeito prestou depoimento à Polícia e negou o estupro. Na versão dele, a relação sexual com a paciente foi consensual. Segundo o delegado titular do 10º DIP, Paulo Benelli, os laudos dos exames podem dar uma noção e não a certeza de que houve ou não o ato de violência. “Pois quando a mulher é estuprada ela faz força contra o agressor. E essa força acaba deixando lesões nos órgãos genitais da vítima”, explicou o delegado.

Segundo ele, foram feitos os exames de conjunção carnal, pelo Instituto Médico Legal (IML)  e Instituto de Criminalística, além da perícia feita pelo IML dos objetos encontrados no consultório, que segundo o delegado, estavam enrolados em papel toalha.

De acordo com Benelli, o nome do médico, que é casado, não será divulgado enquanto não for confirmada a violência, e nem antes do desfecho do inquérito civil. “O inquérito tem até 30 dias para ser concluído, contando desde o dia 4. Se for confirmado o estupro, será dado entrada no indiciamento, bem como informado ao Conselho Regional de Medicina”, disse o titular enfatizando que diligências serão tomadas.

O delegado informou ainda que como apenas a mulher acusou o médico, é preciso angariar outras pessoas, que neste caso, serão as demais pacientes presentes no dia do suposto estupro. “Além também de verificar com outras se houve casos parecidos, para ter certeza ajudar na apuração do caso”, finalizou.

O Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) informou que até o presente momento a mulher não formalizou a denúncia ao órgão, e confirma também que a delegacia ainda não divulgou o nome do médico.

De acordo com o CRM-AM, as providências cabíveis só podem ser dadas com pelo menos uma das duas informações e ou através da divulgação da identidade do ginecologista pela imprensa. "Assim que for divulgado, o CRM-AM irá abrir uma Sindicancia ex officio", declarou a entidade.

 A sindicância está prevista no Art.6º do Código de Ética Médica. Um dos resultados da ação é a instauração do processo Ético-Profissional que constarão os fatos e capitulação dos indícios de delito ético. 

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