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Manaus Hoje
Usando ‘rivotril’

Suspeita de furtar homens com golpe ‘boa noite cinderela’ é presa em Manaus

A filha dela, que também participava do esquema, continua foragida. As duas dopavam as vítimas usando “rivotril”, uma substância que tem efeito tranquilizante 13/07/2016 às 12:02 - Atualizado em 13/07/2016 às 12:15
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Rosineide Lopes Pinheiro, a “Sandra”, era conhecida por donos de bares (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Rosineide Lopes Pinheiro, conhecida como “Sandra”, foi presa pela polícia em Manaus suspeita de furtar homens na cidade aplicando o golpe “boa noite cinderela”. A filha dela, Alexandra Lopes da Silva, 27, que também participava do esquema, continua foragida. Segundo a polícia, as duas dopavam as vítimas para praticar furtos.

A mulher foi presa na manhã desta quarta-feira (13) na casa dela, na rua 11 do conjunto Alfredo Nascimento, bairro Cidade de Deus, Zona Norte, em ação realizada por policiais civis do 13° Distrito Integrado de Polícia (DIP). De acordo com o policial Geraldo Filho, Rosineide ainda tentou escapar da polícia se escondendo debaixo da cama

Levada à delegacia, a suspeita não quis falar com a imprensa e disse que só iria se manifestar na presença de um advogado. Conforme o delegado titular do 13° DIP, Jander Mafra, a primeira denúncia contra a dupla do “boa noite cinderela” foi registrada no último dia 17 de abril por uma vítima, um proprietário de uma oficina de 40 anos.

Segundo Mafra, o homem contou que na noite anterior, por volta de 23h, as duas mulheres o abordaram na entrada de um bar, no conjunto Alfredo Nascimento, Zona Norte, e, ao fazer amizade com ele, o convidaram para tomar cerveja. O homem se sentiu mal e foi ao banheiro. As duas o socorreram e o mesmo só foi localizado no outro dia, dentro do seu carro, sentindo fortes dores e sem lembrar quase nada.

A polícia ressaltou que a vítima acordou na manhã seguinte com diversas pessoas batendo no carro, pensando que ele estivesse morto. O homem percebeu que teve dinheiro e objetos pessoais furtados, como cartões de crédito, celulares, tocador de músicas do veículo e uma quantia de R$ 570.

Um investigador da Polícia Civil contou que a substância usada pelas mulheres no golpe é chamada de “rivotril”, que pode ser em gotas ou em pílulas, e tem um efeito tranquilizante. As duas eram conhecidas por donos de bares por aplicar o golpe com freqüência.

Rosineide já responde processo na Justiça pelo mesmo crime, sobre um caso ocorrido em 2009, quando ela dopou um empresário de 42 anos em uma boate no bairro Ponta Negra, Zona Oeste. Na ocasião, ela furtou aparelhos eletrônicos do apartamento da vítima, causando um prejuízo de R$ 15 mil. Alexandra responde por tráfico de drogas e está em liberdade provisória desde fevereiro deste ano.

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