Quarta-feira, 28 de Julho de 2021
Crime

Suspeita pela morte de empresário deixa delegacia em silêncio

Cristina D’Avila Teixeira Rodrigues, 24, é suspeita de matar o ex-companheiro com um tiro na cabeça, o empresário Paulo Roberto Moraes Teixeira Júnior, 29



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09/03/2021 às 18:02

Após a prisão preventiva na tarde de segunda-feira (8), Cristina D’Avila Teixeira Rodrigues, 24, suspeita de matar o ex-companheiro com um tiro na cabeça, o empresário Paulo Roberto Moraes Teixeira Júnior, 29, foi transferida para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), localizado no quilômetro 8 da BR-174, por volta das 14h desta terça-feira (9).

Durante saída da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Cristina permaneceu em silêncio acompanhada de dois investigadores da especializada. Ela foi indiciada por homicídio qualificado e seguiu para a Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde ficará à disposição da Justiça. A decisão pela manutenção da prisão foi da juíza de Direito, Sabrina Cumba Ferreira, da Central de Plantão Criminal.

O crime

O crime ocorreu na última sexta-feira (5), na rua Professora Rita Alves (antiga rua São Bento), no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus. Cristina iniciou uma discussão com Paulo Roberto, que culminou em luta corporal. Em determinado momento, ela pegou uma pistola calibre 380 milímetros e efetuou um disparo contra o lado direito da cabeça do empresário.

Paulo Roberto foi socorrido e levado inicialmente para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Enfermeira Eliameme Rodrigues Mady, popularmente chamado “SPA Galiléia”, que fica no mesmo bairro do crime. Por conta da gravidade do ferimento, o empresário precisou ser transferido para o Pronto-Socorro (PS) Dr. João Lúcio, na Zona Leste, onde morreu por volta de 2h50 de domingo (7).

Investigação

Uma equipe da 26ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foi até a residência do crime e encontrou a arma de fogo no quarto, contendo sete munições intactas e uma deflagrada. O armamento foi apresentado na DEHS, que deu início as investigações para elucidação do assassinato. A partir do registro policial, Cristina não havia sido localizada e passou ser a principal suspeita de cometer o crime.

De acordo com o delegado Charles Araújo, titular da DEHS, Cristina e Paulo Roberto finalizaram o relacionamento de um ano e quatro meses. A partilha dos bens do empresário, aparentemente, seria o motivo do crime. Ela se apresentou à DEHS acompanhada de um advogado e da mãe. Do lado de fora da delegacia, familiares, amigos e funcionários, seguravam cartazes e pediam por justiça.

“Com avanços das investigações, Cristina se apresentou espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o crime. Durante o interrogatório, Cristina confessou que estava na casa do empresário para retirar os pertences, mas houve um desentendimento e luta corporal entre eles. Temendo pela vida, ela pegou uma arma de fogo para se defender, que resultou no disparo acidental”, explicou o delegado Charles Araújo.

A autoridade policial informou que o inquérito policial irá continuar, com a reconstituição do crime na comparação dos depoimentos, para concluir a investigação e encaminhar as evidências de provas à Justiça




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