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Manaus Hoje
CRIME ESCLARECIDO

Suspeito de matar professor a facadas deve ser apresentado hoje, diz delegado

O suspeito de cometer o crime, que não teve o nome revelado, foi preso em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça, conforme informações de amigos do professor. 22/09/2016 às 08:40 - Atualizado em 22/09/2016 às 10:44
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Segundo amigos da vítima, Amim e seu assassino estavam tendo um relacionamento (Foto: Reprodução/Facebook)
Joana Queiroz Manaus (AM)

A polícia deve apresentar na manhã de hoje o suspeito de matar o professor Amim Costa Haddad, de 50 anos, que foi assassinado a facadas no último dia 7, no bairro Compensa, na Zona Oeste. O possível autor do crime, que não teve o nome revelado, foi preso em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça, conforme informações de amigos do professor.

De acordo com as pessoas próximas ao professor , a vítima e seu assassino se conheciam havia pouco tempo e estavam tendo um relacionamento amoroso. No dia do crime, o assassino foi à casa da vítima e o matou para roubá-lo. O que foi levado da casa ainda não foi revelado.

Ontem, o delegado titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), Adriano Félix, confirmou a prisão do suspeito e disse que ele será apresentado hoje. Ele afirmou que o caso ainda está sendo investigado. “Nós ainda estamos trabalhando no caso e por conta disse não posso dar nenhuma informação”, disse.

Amim foi atacado no interior do seu apartamento por volta das 4h. Ele foi esfaqueado no tórax, nos braços e no olho. Segundo os amigos, o professor ainda se fingiu de morto para continuar vivo.

Crime foi classificado como latrocínio

Após atingir Amim Haddad, o criminoso fugiu do local. O professor, mesmo ferido, ainda teve forças para pedir socorro de vizinhos, que o levaram para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, próximo da casa onde ele amorava.

Posteriormente, o professor foi transferido para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, onde morreu por volta das 11h. “Ele teve paradas cardíacas e hemorragia. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas não conseguiram”, disse Angélica da Cruz Santos, chefe de Amim.

O crime foi classificado como latrocínio (assalto seguido de morte). Logo após a morte do professor, o delegado Adriano Félix disse que o criminoso tentou levar a televisão da vítima.

O titular da DERFD informou que o local do crime, um apartamento no segundo andar de um prédio onde a vítima morava, foi periciado e que ele acompanhou o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística que estiveram no local colhendo provas materiais.

No local foi feito a coleta de impressões digitais. Uma faca do tipo peixeira, que teria sido usada no crime, foi recolhida, além de outros materiais que foram analisados para confirmar a autoria do crime.

“Havia sangue por toda parte do apartamento, desde o quarto, corredor, cozinha e sala. Ele perdeu muito sangue”, declarou Adriano Félix.

Amin Haddad era proprietário do prédio onde morava e alugava vários apartamentos. Uma semana antes do crime, o professor havia recebido o pagamento de aluguéis, mas o valor total não foi revelado pelos sobrinhos da vítima, que também não acreditam que o tio ainda estivesse de posse de toda a quantia recebida.

De acordo com Márcio Haddad, sobrinho do professor, os criminosos não arrombaram nenhuma das portas do prédio. “Encontraram uma chave no chão, próximo do portão”, disse.

O professor Amim Haddad trabalhava em uma coordenadoria distrital da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na Zona Oeste de Manaus.

Em nota de pesar, o órgão lamentou o ocorrido e disse que está dando total apoio à família do servidor e que as circunstâncias da morte dele estão sendo investigadas pela Polícia Civil do Amazonas.

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