Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
EXECUÇÃO

Esposa diz que assassinos se identificaram como policiais antes de crime

Assassinato de fugitivo do Compaj aconteceu durante a madrugada e foi praticado por quatro homens; DEHS vai apurar as circunstâncias do crime



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02/04/2020 às 14:21

A esposa de Fabrício Noronha da Costa, 34, executado com pelo menos dezessete tiros na madrugada desta quinta-feira (2), informou à Polícia Civil (PC) que os assassinos se identificaram como policiais, antes de cometerem o crime, na rua Caranda, situada na Comunidade Ismail Aziz, bairro Tarumã-açu, Zona Oeste de Manaus. 

Conforme Boletim de Ocorrência (BO) registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a esposa da vítima informou que estava saindo do banheiro da casa onde mora, quando ouviu batidas nas janelas da residência. Quando pediu que os homens se identificassem, estes disseram que eram policiais. 



A mulher disse, ainda, que conseguiu identificar um homem alto e magro, de aproximadamente 30 anos, pelo vidro da janela. Nesse instante, ela percebeu que a porta da cozinha da casa estava sendo arrombada. 

A esposa correu para o quarto de Fabrício, que pediu ajuda dela, dizendo que os homens iriam matá-lo. 

Policiais militares da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) informaram que o crime foi executado por quatro indivíduos.

Para tentar impedir a entrada do quarteto, Fabrício e a companheira posicionaram uma cama na passagem da porta do quarto dele. No entanto, os criminosos conseguiram empurrar a cama o suficiente para que um deles efetuasse disparos de arma de fogo contra Fabrício. 

Ao cair no chão, a vítima foi atingida por mais disparos. Segundo a perícia do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), 17 cápsulas de pistolas de calibre 380 e 9 milímetros foram identificadas no local. 

Ainda segundo a PC, os homens saíram correndo do local, após realizarem o crime. Vizinhos da esposa de Fabrício contaram a ela que ouviram sons de um veículo se distanciando do local, o que levanta a suspeita de que o quarteto tenha fugido em um carro de características ainda não identificadas. 

Em consulta a órgãos judiciais, foi constatado que Fabrício se tornou fugitivo do Complexo Penitenciário Anísio Jobim após a fuga em massa ocorrida em janeiro de 2017. 

O caso será investigado pela DEHS.


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