Quinta-feira, 05 de Agosto de 2021
Transferência

Trio preso por envolvimento na morte entregador de pizza é transferido para presídio

Os envolvidos no assassinato de Cláudio Ítalo Gurgel da Costa, 21, conhecido como “Marmitinha”, deixaram o prédio da DEHS, na Zona Leste de Manaus, e foram encaminhados para um presídio no quilômetro 8 da BR-174



WhatsApp_Image_2021-03-19_at_18.17.25_D1F2CD14-8574-484B-8C97-041FA9FAA764.jpeg Foto: Josemar Antunes
19/03/2021 às 18:37

Três homens presos por envolvimento no assassinato de Cláudio Ítalo Gurgel da Costa, 21, conhecido como “Marmitinha”, ocorrido no dia 22 de janeiro de 2020, deixaram o prédio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na Zona Leste de Manaus, no início da tarde desta sexta-feira (19) e encaminhado para um presídio no quilômetro 8 d a BR-174. 

Bruno Monteiro Batista, 31, conhecido como “Brunão”, Eduardo Henrique Domingos de Almeida, 22, chamado “Diamante”, e Roberlando da Silva Brito, 32, o “Caixinha”, tiveram as prisões decretadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), após a conclusão das investigações da equipe da DEHS, conforme apurou o jornal A Crítica. 



De acordo com a DEHS, as investigações apontaram que o trio matou e enterrou Cláudio Ítalo, que era entregador de pizza motivado por uma rixa entre facções criminosas na comunidade Alfredo Nascimento, no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte da capital. 

Outros dois comparsas dessa trama, sendo um deles um adolescente conhecido como “Macaquinho” e outro homem identificado como Igson, vulgo “Pipoca”, também foram identificados no inquérito policial. A Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) passou a investigar o menor de idade. Já o quinto suspeito do crime ainda não foi localizado. 

O crime

No dia 22 de janeiro de 2020, Cláudio Ítalo saiu de casa, por volta das 4h, alegando aos familiares que iria entregar uma pizza em um beco na rua Tales Milleto (antiga Hosana) na comunidade Alfredo Nascimento, região conhecida por ser território de disputa entre facções criminosas. 

Após o sumiço do jovem, os familiares acionaram policiais militares da 13ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que fizeram buscas pela área no mesmo dia, mas sem sucesso. 

Cinco dias do desaparecimento, os policiais militares receberam na noite de 26 de janeiro uma denúncia anônima a respeito da localização exata do corpo, que estava em uma cova rasa numa área de floresta. 

Durante as investigações, a equipe da DEHS descobriu que Cláudio Ítalo integrava uma nova facção, o Comando do Norte (CDN). Por conta disso, ele passou a sofrer ameaças de membros do Comando Vermelho (CV). 

Com o avanço das investigações, a equipe da DEHS expediu o mandado de prisão preventiva em nome dos envolvidos. O trio foi preso ao longo de quinta-feira (18), em bairros distintos da capital. 

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (19), o delegado Charles Araújo, titular da DEHS, informou que o trio já respondia por tráfico de drogas, sendo que Roberlando era monitorado tornozeleira eletrônica. A vítima também tinha antecedentes criminais. 

“Cláudio ítalo já tinha cumprido pena e estava mudando de vida trabalhando como entregador de pizza. Ele tinha uma rixa antiga com os suspeitos e mesmo negando que não fazia parte de nenhuma facção, o jovem foi torturado e morto, tendo depois o corpo ocultado”, explicou o delegado Charles Araújo.

Todos os envolvidos irão responder pelo crime de homicídio qualificado e ficarão presos à disposição da Justiça após audiência de custódia na Central de Recebimento e Triagem (CRT).


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