Publicidade
Manaus Hoje
INJUSTIÇA

Um ano após o crime, família ainda espera prisão de assassinos de criança

Autores dos crimes contra Jhonatta Alexandre, 3, e Johnlis Pinto, 18, foram identificados e continuam foragidos. Polícia quer prender Tiago Oliveira e Vanderlan Correa, mas tem poucas informações 31/03/2017 às 10:26
Show fotorcreated
Tiago Oliveira e Vanderlan Correa continuam soltos
Dani Brito Manaus (AM)

Perder um ente querido é um trauma e viver com a sensação de injustiça ao ver que o autor do crime ainda não foi preso e está vivendo como se não tivesse feito nada, é angustiante. Essa é a sensação de duas famílias que procuraram a reportagem em busca de ajuda na divulgação das imagens dos autores de dois homicídios que chocaram a cidade: o do pequeno Jhonatta Alexandre dos Santos, de apenas 3 anos, e de Johnlis Pinto de Farias, de 18. Os assassinos já foram identificados, porém, até agora não foram presos.

A morte do indefeso Jhonatta Alexandre dos Santos, 3, chocou a cidade tanto pela crueldade, quanto pela idade da vítima. O crime ocorreu no dia 18 de março de 2016, dentro da casa da vítima, no beco São Francisco, no bairro Vila da Prata, Zona Oeste, e teve como autores três pessoas. Segundo a família da criança, os assassinos foram ao local para matar o avô da criança, em represália pelo fato dele ter proibido a comercialização de drogas em frente a casa dele.

A criança foi atingida com um tiro na cabeça e morreu a caminho do hospital, nos braços da mãe. No mesmo dia, dois dos envolvidos, identificados como Paulo Roberto Viana de Oliveira e Cleuzemir Oliveira da Costa, foram presos. Já o autor dos disparos, Tiago Oliveira dos Santos, continua foragido até hoje, causando revolta aos familiares.

“Desde o dia do crime não tivemos mais paz. A família dele inclusive passa por aqui e fica nos encarando. Estamos acuados e com medo. Queremos justiça, queremos que todos paguem pelo que fizeram. Já faz mais de um ano que meu filho foi morto e até agora não tivemos uma resposta completa da polícia”, disse a mãe da criança, que preferiu não ter o nome divulgado.

Cleuzemir acabou sendo morto dentro do sistema prisional e segundo a mãe da vítima, no dia 11 de abril, Paulo Roberto será julgado. O caso é investigado pelo 21º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Morte planejada

Já Johnlis Pinto de Farias, 18, filho da dona de Maria Alzinete Gonçalves Pinto, 48, teve a morte planejada por Vanderlan Correa Lopes, mais conhecido como “Nenê”, após os dois brigarem por conta de um jogo de dominó. “Nós só queremos ver esse assassino preso. Acreditamos na justiça de Deus, mas queremos também a justiça dos homens”, disse Maria.

O crime aconteceu no dia 3 de fevereiro deste ano, no conjunto Lula, bairro Distrito Industrial 2, Zona Leste, e Vanderlan não foi mais visto. O caso está sob investigação do 28º DIP.

Denúncias sobre os assassinos podem ser feitas ao número 181. Sobre o paradeiro de Vanderlan, é só ligar para o 99962 - 2430.

Investigação e mandado

O medo e também a aflição de saber que os assassinos ainda estão soltos e podem querer fazer algo, ainda assustam a família de Johnlis. Três dias após o crime, segundo a família, o suspeito ligou para Maria Alzinete, mãe da vítima, e fez ameaças: “Ele ficou sabendo que nós estávamos nos organizando para fazer uma manifestação e me ligou fazendo ameaças, dizendo que nós deveríamos ficar quietos para não acabarmos como meu filho”, lembrou Maria Alzinete.

A família fez registro das ameaças que a mãe da vítima recebeu também no 28º DIP, delegacia que já investigava a morte do rapaz. O delegado Wenceslan Queiroz disse que as investigações continuam e que já tem um mandado de prisão contra Vanderlan. “Este caso não caiu no esquecimento. Já fomos inclusive a quatro endereços que nos foi fornecido, porém, ainda não obtivemos êxito. As buscas continuam e pedimos ajuda da população para tentar chegar até o autor”, destacou, ressaltando que desde o fato, existe um esforço para tentar localizar o infrator.

Até o fechamento desta edição, a reportagem não conseguiu mais detalhes sobre a investigação da morte do pequeno Jhonatta. O caso é acompanhado no 21º DIP.

Em casos de autores de homicídio conhecidos, as investigações ficam sempre nas delegacias da área onde ocorreu o crime. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) só investiga os casos em que a autoria e motivação ainda é desconhecida.

Publicidade
Publicidade