Sábado, 24 de Julho de 2021
POSSÍVEL LATROCÍNIO

Vigilante é espancado até a morte em terreno de obra no Nova Esperança

O corpo de Alexandre Moreira, 39, foi encontrado em uma obra na rua José Furtuoso. A polícia suspeita de latrocínio, que é roubo seguido de morte



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13/06/2021 às 13:11

O vigilante Alexandre Maia Moreira, 39, foi encontrado morto com sinais de espancamento dentro de uma obra situada na rua José Furtuoso, situada no bairro Nova Esperança, na Zona Oeste de Manaus, na manhã de domingo (13). A suspeita da polícia é que a motivação do crime seja latrocínio (roubo seguido de morte). 

Segundo o delegado Fábio Silva, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), um pedaço de pau foi encontrado no local do fato. “Levaram carro e celular [do vigilante]. Geralmente entram para furtar objetos de cobre, ferro, essas coisas. Achamos que o carro da vítima [foi roubado] com bastantes materiais da obra, colocadas dentro do veículo”, disse. 



A autoridade policial afirmou que as equipes de polícia objetivam traçar o caminho percorrido pelos criminosos com o intuito de localizá-los. 

Um condomínio está sendo construído no terreno onde o vigilante trabalhava, conforme Silva. A autoridade policial afirmou, ainda, que o porte físico da vítima era muito forte, o que leva a crer que mais de um indivíduo realizou o crime. 

Um homem que se identificou como cunhado do vigilante afirmou à equipe de reportagem que estava saindo de casa para ir ao trabalho quando foi avisado a respeito da morte do familiar. “Fiquei em choque na hora. Quando chegamos, encontramos ele debruçado no chão. Ele era gente boa, trabalhador, nunca foi envolvido com nada de errado. Fazia de tudo para sustentar a família”, disse. 

Ainda conforme o cunhado da vítima, Alexandre deixou duas filhas, uma de cinco e outra de dezesseis anos. 

A equipe de reportagem tentou conversar com a esposa de Alexandre, que compareceu ao 19° Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas a familiar não quis conceder entrevista devido a forte abalo emocional. “Eu estava no meu comércio, fiquei sabendo porque minha cunhada ligou. Ligaram para mim e disseram que ele estava morto”, afirmou, entre lágrimas. 

A Polícia Civil do Amazonas (PCAM) investigará o caso.


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