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CRIANÇA

Vizinho que enterrou e matou criança de 7 anos diz que se arrepende de crime

Segundo a polícia, a criança foi morta na última sexta-feira (10). Francinaldo confessou o crime e alegou que estava sob o efeito de drogas 14/06/2016 às 11:46 - Atualizado em 14/06/2016 às 11:55
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À polícia, o suspeito confessou o crime (Joana Queiroz)
Joana Queiroz e Oswaldo Neto Manaus (AM)

Acusado de estuprar, matar e enterrar a estudante Jhuliany Souza da Silva, de apenas 7 anos, Francinaldo Marialvo Pereira, 26, foi preso pela polícia e apresentado nesta terça-feira (14). O suspeito era vizinho da vítima e foi encontrado por meio de denúncia anônima. Segundo a polícia, a criança foi morta na última sexta-feira (10). Francinaldo confessou o crime e alegou que estava sob o efeito de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi encontrado por volta das 14h de ontem na residência de um conhecido, localizada na rua Barbosa Filho, conjunto Riacho Doce, bairro Cidade Nova, Zona Norte.

À polícia, o suspeito confessou o crime da pequena Jhuliany, cometido na rua 12, Amazonino Mendes, bairro Novo Aleixo, Zona Norte.

De acordo com o delegado Ivo Martins, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o suspeito era vizinho da vítima e frequentava a casa da família. Conforme ele conta, o suspeito relatou que na sexta-feira, por volta das 12h, estava só em casa quando atraiu a criança para a casa dele.

Na sala da residência, onde Francinaldo morava com a mãe, ele teria enforcado Jhuliany, que morreu asfixiada. Segundo o delegado, o suspeito conta que baixou a roupa da menina e tocou em suas partes íntimas. Como a criança não se mexia, ele percebeu que a vítima já estava morta. Em seguida, ele cavou uma cova rasa no quintal da própria residência e enterrou a criança para esconder o corpo.

Durante as investigações, o titular da DEHS contou que Francinaldo chegou a ajudar os policiais procurando Jhuliany e participando de correntes de orações com a família. Ao ser descoberto, em depoimento ele alegou que estava sob o efeito de drogas, pois havia passado 3 dias consecutivos cheirando substância conhecida como “loló”.

Segundo o delegado, ele também declarou num primeiro depoimento que apenas teria enterrado o corpo. “Ele apontou uma segunda pessoa como responsável, mas depois confessou tudo”, disse Ivo Martins.

Em coletiva de imprensa, Francinaldo disse estar arrependido. “Estou arrependido. Fiz uma besteira”, disse.

Francinaldo irá responder por homicídio triplamente qualificado com ocultação de cadáver. Segundo a DEHS, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve apontar se a criança foi estuprada viva ou morta pelo suspeito. Ele será encaminhado à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoal, no Centro. 

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