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Interior
Saúde

Ação de conscientização: Amaturá atende 1400 pessoas em mutirão na zona rural

Ação aconteceu apesar do município estar há dez meses sem receber os repasses da Secretaria de Saúde do Estado para o hospital local. Os R$ 20 mil mensais que teriam que ser repassados tem feito falta, diz prefeito 31/10/2017 às 18:23 - Atualizado em 31/10/2017 às 18:29
Show corado
Gestão de Corado criou estrutura de saúde para priorizar o atendimento médico às comunidades mais distantes da sede urbana. Nove localidades ribeirinhas e indígenas foram beneficiadas em outubro
Antonio Ximenes

Mais de 1400 pessoas foram beneficiadas com serviços de saúde na zona rural de Amaturá, município da Calha do Alto Solimões, distante a mais de 1250 quilômetros de Manaus pelos rios e 908 km em linha reta. O prefeito Joaquim Corado criou uma estrutura de saúde para priorizar o atendimento médico às comunidades mais distantes da sede urbana. "Nós estamos fazendo um esforço muito grande para levar saúde aos ribeirinhos e indígenas que vivem no meio da floresta e ao longo dos rios", afirmou Corado.

Até o momento, as comunidades de Jesuânia, Niterói, Guarani, São Sebastião, Bom Sossego, Eureca, São João, Camisa Preta e São José foram beneficiadas. Mas, além da área rural, também no perímetro urbano está sendo feito um trabalho de acompanhamento de pacientes com diabetes e com hipertensão arterial (pressão alta), ao todo foram atendidas 342 pessoas nessas condições.

O mutirão médico faz parte de uma política de saúde pública para conscientizar a população que exames preventivos são fundamentais para evitar complicações mais graves. Nesta direção, a equipe médica municipal conta com um mamógrafo, um laboratório para análises clinicas básicas, dentistas e nutricionistas que, didaticamente, orientam os ribeirinhos, indígenas  e a população urbana como proceder. 

A atual gestão também criou uma 'praça da saúde', onde equipamentos de ginástica foram instalados ao ar livre para o uso da população.

Sem repasse

Mesmo com todo esse esforço, o município vive o drama de há dez meses não receber os repasses da Secretaria de Saúde do Estado para o seu hospital local. Os R$ 20.000,00 mensais que teriam que ser repassados tem feito falta. O total de recursos contingenciados é de R$ 200.000,00 no período citado. 

"Sem esse repasse do Estado, temos que usar recursos próprios da Prefeitura para manter o básico do hospital, como somos um dos municípios com a menor arrecadação tributária do Estado, podemos afirmar que a situação pode se agravar; se não houver o envio desse recurso estadual ainda este ano", alertou Corado.

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