Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Rio Preto da Eva

Conselho apresenta sugestões para fortalecer agricultura em Rio Preto da Eva

Documento deve balizar ações institucionais do Conselho Estadual junto aos governos do Estado e Federal. Regularização fundiária e construção e reforma de ramais estão entre as medidas



cedrs.jpeg 'Desaprendemos a plantar a cultivar e principalmente a empreender', disse secretário de Produção Rural (Foto: Divulgação)
30/11/2017 às 18:18

O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cedrs)  realizou hoje, dia 30, em Rio Preto da Eva reunião extraordinária intinerante e ampliada, conduzida pelo Secretário de Estado da Produção Rural, José Aparecido. A reunião foi solicitada pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), que na ocasião entregou um documento com as indicações de atuação necessárias para a manutenção e fortalecimento da agricultura no município. 

Além de José Aparecido, da Sepror, participaram  representantes de diversas entidades ligadas diretamente ou indiretamente à produção rural, como Marcelo Dutra, Da Sema ( Secretaria de Meio Ambiente), Lúcio Flávio do Rosário da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável), João Campelo do Idam (Instituto de Desenvolvimento do Amazonas) ,Muni Lourenço , presidente da FAEA (Federação da Agricultura do Amazonas) e autoridades locais municipais, o vice-prefeito Neto do Baixo Rio e Carlinho Souza, presidente da Câmara municipal Rio Pretense.

O evento foi pautado pelas solicitações pontuadas no documento e defendidas oralmente por quem se pronunciou. Dentre as principais está a regularização fundiária, construção/reforma de ramais e licenças ambientais. "Precisamos alinhar, na mesma direção, a produção agricola e as questões ambientais", disse Marcelo Dutra. "Um caminho de ser construído e só conseguiremos se estivermos unidos, sem rancores antigos e sem burocracia", completou Dutra, informando em primeira mão que o trabalho com papel está com os dias contados na Sema.

Para o secretário da Sepror, uma nova mentalidade precisa tomar conta do setor primário do Amazonas. "As administrações feitas em cima de discursos fizeram um desserviço. Desaprendemos a plantar a cultivar e principalmente a empreender. Mas há 60 dias a Sepror tem outro direcionamento. Não vamos mais pelo caminho do assistencialismo e sim pelo do trabalho e educação. Vamos ensinar todos a pescar e não mais dar a o peixe", criticou Aparecido. "Agora a Sepror é pautas pelo técnico e não pelo interesse político. Chega de apenas discursos para o setor rural do Amazonas", enfatizou. 

Insumos

Muni Lourenço, representando as diversas cadeias produtivas, destacou as dificuldades que a pecuária amazonense enfrenta há décadas, em relação aos insumos para a produção de ração. "Quem cria qual quer animal sabe o quanto é difícil por causa do valor da ração. E nós, apesar de termos as fabricas aqui, não temos milho e farelo de soja, em abundância no centro oeste Brasileiro", apontou Muni. "Precisamos que o Governo Federal , através do Ministério da Agricultura nos garanta isso, pois temos dinheiro pra pagar", enfatiza. 

O Vice Prefeito de Rio Preto lembrou aos presentes que o município está entre os três maiores produtores agrícolas do Amazonas e que nacionalmente é o segundo maior produtor de pescado em cativeiro. "Sofremos com todos esses problemas já abordados aqui é que vão detalhados no documento. Precisamos evoluir, superar, vencer essas questões tão antigas, pois é a agricultura que nos sustenta" , disse Neto do Baixo Rio. 

Ademir Rocha Santos, agricultor, presidente do CMRDS de Rio Preto e um dos que requerem da reunião naquele município, utilizou o seu tempo de tribuna para enfatizar as vitórias individuais dos agricultores do município, que mesmo com tantas adversidades transformaram o município em uma referência agrícola. "Por favor autoridades, aproximem-se e mantenham-se mais próximas de nós, homens do campo, que tanto ajudamos a sociedade. Precisamos de vocês por perto, assim como vocês precisam de nós",  afirmou Ademir, se referindo aos alimentos cotidianamente produzidos pelos agricultores e consumidos nas cidades.

Questões como o escoamento da produção, mecanização da produção de mandioca, beneficiamento dos produtos, capacitação agrícola, educação e saúde, assistência técnica, extensão rural, financiamento rural entre outros temas específicos também foram debatidos.  O documento, assinado por todos os participantes foi entregue e deve servir como balizador das ações institucionais do Conselho Estadual junto ao governo do estado e federal.


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