Publicidade
Interior
Pecuária

Falta de abatedouros em cidades menores afeta economia local e a população

Maioria dos municípios menores sofrem para alimentar suas comunidades com carne do rebanho local. Manaquiri e Careiro, por exemplo, mandam os seus rebanhos para serem abatidos em outros municípios 06/11/2017 às 18:26 - Atualizado em 06/11/2017 às 19:26
Show jair souto
Prefeito de Manaquiri, Jair Souto, fala de medidas emergenciais para atender demanda das festas de fim de ano, quando consumo mais que dobra
Antonio Ximenes Manaus (AM)

A falta de abatedouro credenciado para animais de grande porte (bovinos) na cidade de Manaquiri, localizada na região metropolitana, é um exemplo de que fora a população de Manaus (abastecida por dois frigoríficos locais), a maioria dos municípios menores sofrem para alimentar suas comunidades com carne do rebanho próprio.

Autazes, com seu abatedouro municipal encontrou uma alternativa para resolver este problema de saúde pública, os funcionários do abatedouro são pagos pela Prefeitura. A cidade do Careiro, por sua vez, envia o gado local para ser abatido em Manaus e depois a carne retorna ao município para ser consumida pela população.

Em Manaquiri, a situação é igualmente delicada. Hoje (6/11) houve uma reunião entre produtores rurais locais e membros do Executivo para encontrar uma solução, que atenda às necessidades de consumo da população. "Nós não pretendemos seguir o exemplo de Autazes, mas encontrar investidores que possam empreender aqui, construindo um abatedouro para animais de grande porte, mas para pequenos também", afirmou o prefeito Jair Souto.

Souto destaca que as alternativas emergenciais para atender a demanda ainda estão sendo discutidas, mas que no curto prazo, tendo em vista as festas de fim de ano, período em que as famílias consomem mais do que o dobro de carne, será o de abater fora do município; mesmo porque não há tempo para se construir um abatedouro dentro das normas legais exigidas pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (ADAF), instituição que faz a fiscalização dos abatedouros, ainda este ano.

Apoio

O presidente da Federação Agropecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, disse que está pronto para auxiliar o prefeito de Manaquiri, Jair Souto, para que um abatedouro seja construído na região. "Com o rebanho bovino existente em Manaquiri, Autazes, Careiro da Várzea e Careiro, creio que pode haver mercado para  um frigorífico, mesmo porque o mercado de Manaus também pode ser abastecido por este frigorífico/abatedouro, dentro das normas exigidas pela ADAF", comentou.

Mercado

O fazendeiro Pedro Arruda, especialista na criação e transporte de gado para abate, disse que a construção de um frigorífico em Manaquiri ou no entorno de Manaus, não é tão simples. "A atual estrutura de frigoríficos em Manaus, Manacapuru, Iranduba, Itacoatiara, é o suficiente para atender o grande mercado de Manaus. E quem for investir em outra cidade, tem que levar em conta o custo da logística, que em nosso Estado é elevado", salientou.

Adaf

Com esse cenário, caberá ao novo gestor da Adaf, Sérgio Muniz, a responsabilidade de costurar um acordo com os municípios menores, começando com Manaquiri, para que as populações dessas cidades possam consumir a carne dos seus próprios rebanhos. Muniz, que já exerceu a presidência da ADAF em governos anteriores, tem experiência e conhece como poucos a realidade do setor. Sua nova gestão,agora no governo Amazônino Mendes, nasce com este desafio ,dentre outros tantos.

Publicidade
Publicidade