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Interior
PARCERIA

Idam e Afeam fazem reunião para discutir ampliação de orçamento do setor primário

Está orçado para o ano de 2018, 40 milhões em financiamentos para o setor, com a possibilidade de aumento para mais 30 milhões 12/12/2017 às 19:06 - Atualizado em 12/12/2017 às 19:09
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), João Campelo, recebeu para uma reunião o diretor-presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Alex Del Giglio, que veio acompanhado de sua comitiva. O encontro foi realizado nesta terça-feira (12) na sede do Idam, na Zona Sul de Manaus.  

Durante a reunião, foram abordados diversos assuntos, como a de ampliar o financiamento para o setor primário, visto que está orçado para o ano de 2018, 40 milhões em financiamentos, com a possibilidade de aumento para mais 30 milhões. E também o fortalecimento da parceria entre o Idam e a Afeam, com o objetivo de melhorar a vida do homem do campo, gerando emprego e renda para o Estado do Amazonas.

Potencializar o investimento nas cadeias produtivas, como a da mandioca, piscicultura e polpas de frutas; maior oferta de assistência técnica ao produtor rural e maior apoio às feiras agropecuárias. Essas foram algumas das diretrizes traçadas pelo Governo do Amazonas, em reunião entre a Afeam e a Secretaria de Produção Rural (Sepror), Idam e a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS).

Na primeira reunião entre os órgãos com a finalidade de ampliar os investimentos no desenvolvimento social e econômico do interior do Estado, o presidente da Afeam, Alex Del Giglio, anunciou um orçamento inicial de R$ 40 milhões que a Agência de Fomento está destinando para essa finalidade em 2018. “Nada impede que esse valor seja ampliado. Tudo dependerá do planejamento que estamos iniciando hoje em conjunto com a Sepror”, destacou.

No encontro, na sede da Afeam, o presidente da Agência de Fomento, o secretário de Produção Rural, José Aparecido, e o presidente do Idam, João Campelo, afirmaram que o investimento prioritário será nas cadeias produtivas em plena atividade, muitas com parte da capacidade de produção ociosa, para que a união de esforços do Estado potencializem no curto prazo a geração de emprego e renda no interior. “Em tudo se faz necessário a extensão rural. Além do crédito, temos que disponibilizar o técnico, o agrônomo, o veterinário e nisso vamos trabalhar fortemente”, destacou José Aparecido.

Parcerias

O presidente do Idam ressaltou que, paralelamente a todo esse esforço, de alocação de recursos e de assistência técnica, parcerias serão buscadas para assegurar a compra da produção. “Por intermédio da ADS, da Seduc (Secretaria de Estado de Educação), com os prefeitos, vamos garantir que o produtor tenha para quem vender. Vamos estimular a regionalização da merenda, entre outras medidas, pois assim também garantimos o retorno do financiamento, além de alcançarmos o nosso objetivo, que é melhorar a qualidade de vida no interior”, exemplificou João Campelo.

Dos R$ 40 milhões iniciais que a Afeam está destinando ao setor primário no orçamento da Instituição em 2018, R$ 20 milhões são para projetos estruturantes, R$ 15 milhões para o microcrédito e R$ 5 milhões para investimento em feiras e exposições agropecuárias, explicou o diretor de Crédito da Afeam, Jacques Douglas. Com relação às cadeias produtivas, que terão apoio especial do Governo do Amazonas, estão inclusos, por exemplo, o custeio, a comercialização de produtos, a mecanização agrícola.

Exportação

Recentemente, a Afeam concluiu projeto voltado à revitalização da cadeia produtiva da castanha, com investimento que beneficiará, de início, 4,5 mil famílias que coletam a amêndoa, além das cooperativas que processam o produto em usinas próprias. Um dos diferenciais do projeto é que a compra da castanha é garantida, por empresa que a exportará para os Estados Unidos.

Nas próximas semanas, o contrato de financiamento com as cooperativas será assinado. No mercado internacional, a Bolívia é o maior exportador, com boa parte da castanha coletada no próprio Amazonas.

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