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Interior
PRODUÇÃO

Medidas são adotadas para reforçar a segunda colheita de café do Amazonas

O preço médio de cada saca de 60 quilos é de R$ 450. “Qual outro produto tem esse preço no mercado? É ouro negro, que pode ser cultivado aqui”, diz titular da Sepror 23/02/2018 às 20:05
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Milhares de mudas têm sido compradas por produtores de toda a região metropolitana, o que indica que em um curto espaço de tempo a lavoura de café no Amazonas deverá seguir os mesmos passos da soja, cultivada em Humaitá. Foto: Divulgação/Sepror
acritica.com Manaus (AM)

Um dos cultivos mais valorizados do mundo, o café, já tem plantação no Amazonas e os bons resultados no primeiro ano de colheita indicam mais uma direção para investimentos no primeiro setor do Estado. Pesquisas apontam que o café é a segunda bebida mais consumida em todo mundo, perdendo apenas para a água.

De acordo com o Secretário de Estado da Produção Rural, José Aparecido dos Santos, quem consegue cultivar café é bem sucedido financeiramente. “Nasci num cafezal, sou produtor rural e afirmo: quem consegue cultivar café, é bem sucedido financeiramente”, diz Aparecido.

A dificuldade para produção de café na região Norte do Brasil dá-se por vários motivos, como clima e a falta de nutrientes no solo por exemplo. Com o intuito de superar esses desafios, uma experiência bem sucedida de plantação de café, fomentada pelo Governo Federal e executada pela Embrapa-Rondônia, foi trazida para o Amazonas em 2015. 

A primeira colheita foi feita em 2017 (34 sacas por hectare) e os produtores que participam da experiência já se preparam para um desempenho melhor ainda este ano (60 sacas por hectare). O preço médio de cada saca de 60 quilos é de R$ 450, ou seja, R$ 7,50 por quilo. “Qual outro produto tem esse preço no mercado? É ouro negro, que pode ser cultivado aqui”, afirma o titular da Sepror.

A unidade experimental da Associação Solidariedade Amazonas (ASA) fica no quilômetro 77 da rodovia AM-363, que leva aos municípios de Silves e Itapiranga. “Estou vendo pela primeira vez e é fantástico ver o cafézal tão carregado assim, aqui no Amazonas”, comemora Aparecido.

Um dos agricultores que participam da experiência é Roque Pereira Lins, agricultor há mais de 30 anos, mas que só tinha experiência com tomate e pimentão. “Ainda estamos em fase experimental, nesses dois anos de intenso trabalho, o cultivo do café aqui na unidade experimental me motivaram bastante, portanto investirei nessa oportunidade”, diz Roque.

“Produção alta, demanda certa e preço atraente. É o que todo produtor quer. Diversas são as variedades do café plantado no Amazonas. De todas as clonagens, que são mais de 10, apenas duas renderam um pouco menos, porém, as demais estão com rendimento fantástico”, acrescenta Roque.

A Embrapa-Rondônia ainda não divulgou a data limite para o fim do período de experiência, mas se depender dos agricultores amazonenses já pode ser considerada bem-sucedida.  Milhares de mudas têm sido compradas por produtores de toda a região metropolitana, o que indica que em um curto espaço de tempo a lavoura de café no Amazonas deverá seguir os mesmos passos da soja, cultivada em Humaitá.

 “Se precisa de quantidade e qualidade, já temos. Já aprendemos clonar, fazer mudas e colher, acreditamos que o café vai mudar a história do Amazonas”, afirma Luiz Herval, presidente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (Idam). “O primeiro setor, que é o mais forte do Brasil, se mostra como excelente alternativa econômica para o Amazonas”, finaliza Herval.

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