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Interior
Saúde

Prefeito defende criação de hospital de média e alta complexidade no Juruá

Repasse que será feito pelo Governo Estadual é bem vindo, mas outras ações devem ser feitas para melhorar a saúde na região 25/10/2017 às 14:35 - Atualizado em 25/10/2017 às 17:53
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Bruno Ramalho, prefeito de Carauari, relata os obstáculos à gestão da Saúde nos municípios do interior. Foto: Márcio Silva
acritica.com

O prefeito de Carauari, Bruno Litaiff Ramalho, fez diversas ações de melhoria das instalações do hospital local com recursos próprios do município. Segundo ele, a região precisa de repasses do governo estadual regulares para manter a estrutura diária da instituição. Mas, sobretudo, é necessário investir na manutenção de médicos na cidade e fortalecer uma política de saúde regional para a implantação de serviços médicos de média e alta complexidade na Calha do rio Juruá, começando por Carauari.

O repasse de R$ 2 milhões de verbas federais, via Governo do Estado, para 47 municípios foi informado ontem pela Associação Amazonense de Municípios (AAM). O dinheiro, segundo a AAM, estava retido pelo Governo do Estado por problemas nas contas das prefeituras. Clique aqui para saber mais.

"Nós estamos distantes de Manaus, mas temos condições de receber um hospital com mais capacidade médica para atender a demanda da região; mas isso não ocorre no momento. Desta forma, a saída tem sido o aeroporto, de onde embarcamos os pacientes para serem tratados nos hospitais de Manaus, o que tem representado um custo muito elevado à Prefeitura", comentou.

Outro fator de preocupação na saúde publica local, é que os médicos sem a licença do CRM (Conselho Regional de Medicina), a exemplo dos existentes na cidade, sete ao todo, por serem estrangeiros (que trabalham no projeto do Governo Federal: Mais Médicos), correm o risco de serem afastados sumariamente, o que comprometeria ainda mais os serviços médicos prestados à população.

Os cursos de Medicina do Amazonas (UEA, UFAM, Nilton Lins, Fametro) não formam profissionais suficientes para atender a demanda do interior e, muitas vezes, os médicos recém formados não vão para o interior, por não haver condições técnicas para exercer a Medicina com um grau maior de complexidade, que possa diminuir o sofrimento dos pacientes locais.

Exemplos

Os hospitais militares de São Gabriel da Cachoeira e de Tabatinga, por exemplo, tem conseguido atender os pacientes dessas cidades e região (Alto Rio Solimões) e (Alto Rio Negro), respectivamente, com seus profissionais, em uma linha de média complexidade, o que tem provado a importância deste perfil de atendimento na saúde pública regional .

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