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Interior
Setor primário

Primeiro abatedouro de aves do AM será entregue em fevereiro

Empreendimento que está em fase final de obras no km 038 da AM-010 irá colocar no mercado, inicialmente, cinco mil aves resfriadas por dia. 30/11/2017 às 18:06 - Atualizado em 30/11/2017 às 19:18
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Foto: Djalma Jr/Sepror
acritica.com

O Amazonas vai contar com o primeiro abatedouro de aves a partir de fevereiro de 2018. O empreendimento está sendo construído no quilômetro 38 da AM-010, rodovia que liga Manaus a Itacoatiara (AM). Na manhã desta quinta-feira (30), um grupo de empresários e técnicos agrícolas, encabeçado pelo secretário de Estado da Produção Rural (Sepror), José Aparecido dos Santos esteve no local das obras.

O abatedouro terá capacidade inicial para o abate de seis mil frangos, mas pode ganhar maior escala de acordo com a demanda do mercado.

Para entrar em funcionamento, o Abatedouro Miyamoto está sendo adequado a todas as regras sanitárias e deve atender a todos os criadores da Região Metropolitana de Manaus (RMM). "É muito promissora essa iniciativa. Isso vai gerar riqueza para o nosso estado. Empregos, preços, renovação dos animais de postura", afirmou o titular da Sepror, José Aparecido, durante a visita.

Faturamento

Anualmente, o faturamento da indústria de ovos no Amazonas gira em torno de R$ 250 milhões. No entanto, os representantes do setor afirmam que a avicultura é fundamental não apenas pelas aves e ovos, mas também pelos subprodutos, como o esterco é utilizado em outras culturas como verduras e legumes. Cada tonelada de adubo de galinha é vendido por R$ 260,00(duzentos e sessenta reais).

"Em outras palavras, a avicultura não é importante apenas pelas aves e ovos. Nosso trabalho é fundamental para outras culturas, comércio, social e saúde, por exemplo", afirma Kunyá Takano , Presidente da Associação Amazonense de Avicultura.

Início em 90 dias

Ao funcionar, provavelmente em 90 dias, o Abatedouro Miyamoto irá colocar no mercado, cinco mil aves resfriadas por dia, um volume considerável, porém, menor que a necessidade da capital amazonense.

"Além do mercado comercial, temos os consumidores institucionais, como a Polícia Militar, diversas secretarias e empresas estatais. Acreditamos que a nossa capacidade será aumentada em pouco tempo é o maior beneficiário é a população", assegura Márcio Miyamoto, empresário investidor.

Necessidade

Paralelamente ao início do funcionamento do primeiro abatedouro de aves do Amazonas, os avicultores amazonenses buscam intermediação do Governo do Amazonas junto ao Governo Federal, para que institucionalmente, sejam garantidos os insumos para a produção de ração, como é o caso de milho e farelo de soja, produzidos em alta escala no centro oeste brasileiro.

De acordo com Munir Lourenço, presidente da Federação da Agricultura do Amazonas (Faea), somente com a intervenção governamental, esses insumos poderão ser direcionados para o Amazonas em condições iguais com a dos avicultores de outras regiões.

"Não precisamos de subsídio, de doação ou coisas semelhantes. Nós queremos comprar e precisamos ter prioridade em parte da produção deles, para não parecermos como estamos atualmente, sem encontrar os produtos para aquisição", explicou.

* Com informações da assessoria de imprensa da Sepror

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