Domingo, 22 de Setembro de 2019
APUÍ

Proprietário de sítio é multado em R$ 4 milhões por desmatamento ilegal

Segundo o Ipaam, o infrator destruiu 27,1682 hectares de floresta em uma Área de Preservação Permanente (APP).



WhatsApp_Image_2019-08-23_at_16.24.18_78C5432D-3B61-4CD6-891F-CDD8D4E659A3.jpeg Foto: Divulgação/Ipaam
23/08/2019 às 17:23

O proprietário de um sítio situado no município de Apuí (distante 453 quilômetros de Manaus) foi multado, nesta sexta-feira (23), em aproximadamente R$ 4 milhões por desmatamento ilegal.

O sítio denominado “Xiruzão” fica localizado na BR-230, na altura do quilômetro 60. O auto de infração aplicado pelo Ipaam informa que o proprietário da localidade destruiu ou danificou 27,1682 hectares de floresta em Área de Preservação Permanente (APP) sem autorização do Órgão.

Além disso, o Ipaam lavrou mais um auto de infração por destruir, desmatar, danificar ou explorar 769,95 hectares de floresta nativa em área de reserva legal.

O Ipaam solicitou também a suspensão imediata das atividades em área da Reserva Legal desmatada irregularmente. Além da multa de R$ 4 milhões, o infrator deverá recolher, ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), o valor de R$ 2.219.650,20 referente à reposição florestal.

“Em uma semana, os responsáveis por desmatar 99.869,8 hectares no Sul do Estado e na Região Metropolitana de Manaus (RMM) já foram identificados pelo Ipaam. Agora vamos começar a lavrar os autos de infrações e os termos de apreensão, embargo e interdição desses locais”, disse o titular do Órgão de Proteção Ambiental do Estado, Juliano Valente.

O infrator, segundo Juliano Valente, tem o prazo de 20 dias para recolher o valor da multa e apresentar defesa.

Metodologia

Para obter as informações necessárias sobre os infratores e o imóvel, o Instituto utiliza as bases georreferenciadas de órgãos gestores no âmbito do Estado e da União, como a base do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), do Instituto Nacional e Reforma Agrária (Incra) e a base de dados espacial do Ipaam, que contém os polígonos georreferenciados de processos objeto de licenciamento ambiental.

Emergência por conta das queimadas

O Amazonas foi o primeiro estado da região norte do país a decretar situação de emergência por conta do impacto negativo do desmatamento ilegal e queimadas não autorizadas no sul do Estado e na Região Metropolitana de Manaus. O decreto foi assinado no dia 2 de agosto, quando os dados começaram a indicar tendência de crescimento dos focos de calor.

Um gabinete de crise foi formado para fortalecer as operações em campo e o trabalho de conscientização. Estão sendo realizadas também formações de brigadistas voluntários nos municípios do interior do estado. O Estado mantém ainda, ao longo de todo o ano, o Comitê Estadual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, Controle de Queimadas e Monitoramento da Qualidade do Ar.

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