Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
DEBATE

1.200 participam de 1ª audiência sobre segurança em transportes por app

A instalação de botões de pânico e placas de LED nos carros é a principal medida defendida pelo presidente da Cooperativa de Motoristas por Aplicativos



APPS_B9E91356-86E6-4180-90F1-40509C1883C2.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
10/01/2020 às 11:24

Cerca de 1.200 pessoas participam nesta sexta-feira (10) da primeira audiência pública para debater medidas para aprimorar a segurança nos serviços de transporte por aplicativo no Amazonas, na manhã desta sexta-feira (10), no Centro de Convenções Vasco Vasques, bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus.

Representantes da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Polícia Civil, Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon), de empresas e motoristas, entre outros, estiveram presentes para ouvir sugestões dos trabalhadores da modalidade, que serão reunidas em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a ser elaborado pelo Ministério Público.



A instalação de botões de pânico e placas de LED nos carros é a principal medida defendida pelo presidente da Cooperativa de Motoristas por Aplicativos, Alexandre Matias, como forma de proteção colaborativa.

"Hoje, temos um déficit grande no quantitativo de policiais na rua. Com estes mecanismos, os outros motoristas vão saber que o colega está em perigo", argumentou.

De acordo com o analista de políticas públicas e relações institucionais da empresa 99, Alexandre Ferreira, a capital amazonense foi escolhida como centro pioneiro de iniciativas de segurança em caráter experimental.

"Temos o despacho preferencial de mulheres, que permite a escolha por motoristas do sexo feminino, e a disponibilização da foto do passageiro no momento do embarque", citou.

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), João Luiz (Republicanos) propôs a instalação de câmeras de segurança dentro dos veículos, medida aplicada pela empresa 99 no estado de São Paulo.

"Isso reduziu os índices de violência tanto para os motoristas como para os passageiros", destacou.

Segundo o diretor-presidente do Procon, Jalil Fraxe, a maioria das reclamações refere-se ao tratamento desigual dado pelas empresas na relação entre condutores e usuários.

"Hoje, o usuário pode fazer reclamações sobre o motorista que, por sua vez, não tem direito de defesa". Em Manaus, aproximadamente 30 mil motoristas trabalham com sistemas de aplicativos de mobilidade urbana.

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