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A greve da tranquilidade no transporte coletivo

Paralisação na Global Green, que atende Zona Leste com 44 linhas, causou ontem poucos transtornos a população 09/11/2013 às 10:15
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Houve grande retenção nas paradas da Zona Leste, mas alternativas de outras linhas diminuiram os transtornos
Florêncio Mesquita Manaus (AM)

A greve realizada ontem, na empresa Global Green, uma das dez que atuam no sistema de transporte coletivo de Manaus, atingiu 10% dos usuários da Zona Leste, e apesar das paradas ficarem cheias, não causou grandes prejuízos ao “sistema”. Foi a segunda paralisação na empresa em três meses.

A paralisação ocorreu das 4h30 às 9h, quando representantes da empresa e do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTR) seguiram para o Tribunal Regional do Trabalho para discutir um acordo. A categoria reivindicava o pagamento da Participação dos Lucros e Resultados (PLR).

Eles queriam R$ 1,5 mil para motorista e administrador de linha e R$ 750 para cobrador e mecânico com o pagamento da primeira parcela no dia 5 de dezembro. A empresa propôs pagar R$ 1 mil e R$ 500, respectivamente, em cinco vezes.

Plano B

Apesar da possibilidade de parar um número maior, o STTR se enquadrou a determinação da Justiça do Trabalho que estabeleceu a circulação mínima de 70% da frota de ônibus. Apenas 87 dos 287 veículos da empresa permaneceram parados. O montante corresponde a pouco mais de  30% da frota da Global que atende a Zona Leste com 44 linhas.

O impacto aos usuários também foi menor porque todos os 63 ônibus articulados da empresa rodaram normalmente desde o início da manhã. Segundo o diretor de transportes da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Waldir Frazão, mesmo com a falta dos 87 veículos nas ruas, o usuário conseguiu chegar ao destino desejado porque teve alternativas de linhas.

Caso os rodoviários não respeitassem o número estabelecido pela Justiça, Frazão disse que cem ônibus de outras empresas entrariam em circulação na Zona Leste, num plano de contingência.

“Eles liberaram toda a frota de articulados e isso fez com o impacto fosse menor. É claro que teve retenção e caso de gente que chegou atrasado a algum alugar, mas a determinação da Justiça foi respeitada e não houve tumulto”, disse.

A decisão que estabeleceu a circulação de 70% da frota é resultado de uma ação impetrada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) no TRT. Os rodoviários queriam parar 70% da frota.

A SMTU foi informada da possibilidade de outras duas empresas serem paralisadas ontem e enviou fiscais para as dez que atuam no sistema. Os fiscais permaneceram garagem da Global durante toda a manhã monitorando a quantidade e o horário que cada ônibus deixava a empresa e não detectaram irregularidades. 

Para evitar que os rodoviários que quisessem trabalhar fossem impedidos pelo sindicato, 16 viaturas da Polícia Militar monitoraram as entradas da garagem.

Movimento será grande na terça-feira

O presidente do STTR, Givanci Oliveira afirmou que a greve geral no sistema de transporte público prevista para a próxima terça-feira está mantida. O despacho do desembargador do Trabalho da 11º Região, David Alves de Melo, estabelece que os rodoviários devem manter 70% da frota circulando  durante os horário de pico, pela manhã, de 6h às 9h, e a tarde de 17h às 20h.

Nos demais horários, 30% devem ser mantidos com o cumprimento do trabalho em escala de rodízio pelos rodoviários. Caso descumpra, o Sindicato dos Rodoviários será multado em R$ 50 mil por hora de paralisação.

Givanci enfatizou que cumprirá as exigências, mas de qualquer maneira o sistema vai parar. Ele também disse que esperar ser procurado pelas empresas até a próxima segunda-feira para evitar a paralisação que deve gerar maior prejuízo à população.

O diretor de transportes da SMTU, Waldir Frasão, acredita que empresários e rodoviários chegarão a um acordo a fim descartar a greve. No entanto, adiantou que caso a paralisação ocorra os fiscais da SMTU estarão nas garagens para que 70% da frota de cada empresa e não da frota total, como interpretam os rodoviários, circule normalmente.

“Eles estão tentando chegar a um acordo e se houver êxito como sinalizando, não haverá greve”, disse.

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