Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Perigo nos terminais

A insegurança de quem precisa pegar ônibus à noite nos terminais de Manaus

Usuários do transporte coletivo sofrem com a insegurança, principalmente no horário noturno, nos terminais de ônibus de Manaus


26/04/2013 às 07:35

Ter que esperar o ônibus no período noturno nos terminais  se tornou um desafio para os usuários do sistema de transporte coletivo de Manaus. O temor é ser   vítima de violências, como  roubos, furtos e agressões físicas. A sensação de insegurança é atestada  por passageiros, motoristas e vendedores ambulantes  ouvidos por A CRÍTICA nesta semana.

A média de casos  identificados pelos usuários e por quem presta serviço nos seis terminais da cidade (T1, T2, T3, T4, T5 e matriz) chega a 240 registros por mês, conforme registro policial.  Cenas de uso de drogas e até de sexo também são relatadas.

Comportamento

O receio de sofrer uma ação criminosa faz com que os usuários fiquem aglomerados, em pequenos grupos, uma espécie de autodefesa. “Quem fica isolado, tem grande chance ser roubado”, contou o universitário Geraldo Marques de Lima, 24, que aguarda, todas as noites no T1, no bairro Presidente Vargas, a linha 406 (Flores) para chegar em casa.

Muitos dos que  sofreram assaltos têm receio em utilizar novamente os terminais. “Foi uma situação desagradável, quando você menos espera já tem duas a três pessoas armadas em sua volta lhe ameaçando. É uma sensação indescritível, não dá pra reagir. Perdi  uma mochila contendo um tablet, livros e um aparelho celular”, contou o designer João Marlos Lima, 27.

Para o motorista da linha 640, Gilberto Amaral, 44, que já está há 15 anos na função, os terminais se tornaram pontos de insegurança, principalmente, no período da noite. “Não é um local seguro para nós, que trabalhamos nos terminais. Dá até medo, principalmente à noite”, relatou. “A gente passa muita humilhação. Uma vez, um passageiro me agrediu e eu tive de revidar”, completou o motorista.

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Além de agressão, não é difícil encontrar casos de roubos. “Se você andar pelo terminal e ficar observando bem, vai conseguir flagrar alguns casos. Isso já ficou comum”, disse um cobrador. Passageiros, também dizem ser comum ver jovens consumindo drogas.

Outro problema é o sexo nos banheiros. “Tem gente que fica marcando horários na frente dos banheiros e quando entra alguém eles vão junto”, conta o vendedor Rogério Carvalho.

Prefeitura é responsável nos locais

O secretário-executivo do programa Ronda no Bairro,  Amadeu Soares, disse que o programa apoia nas situações em que é acionado pelas vítimas, principalmente, nos horários de pico. São nesses horários que ocorrem o maior número de ocorrências nos terminais. Conforme Soares, a segurança nestes locais é de responsabilidade da  Prefeitura de Manaus.

O Gabinete Militar da prefeitura informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a atual administração fez um levantamento das bases da Guarda Municipal Metropolitana e está analisando se mantém os espaços ou se realoca servidores para áreas mais necessitadas, tais como praças e terminais de ônibus.

Durante esta semana nenhum guarda municipal foi identificado por A CRÍTICA nos terminais. Motoristas, cobradores e usuários do sistema de transporte coletivo sustentaram a informações de que não há guardas nestes locais. Atualmente, para casos de violência, a Polícia Militar é acionada.

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