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TRANSPORTE COLETIVO

‘A nossa greve é legal’, diz vice-presidente do sindicato dos rodoviários

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo de Oliveira, afirmou que todos os trâmites legais para a realização da greve foram cumpridos. Ainda segundo ele, a categoria está preparada para ficar 30 dias paralisada 17/01/2017 às 09:02 - Atualizado em 17/01/2017 às 09:42
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Josildo de Oliveira. Foto: Arquivo AC
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo de Oliveira, afirmou nesta terça-feira (17) que a paralisação da frota de 1,4 mil de ônibus é “totalmente legal”. A greve começou nas primeiras horas da manhã de hoje, mesmo após a decisão da juíza do Trabalho, Eliana Leite Correia, de que fosse mantida a circulação de 100% da frota de ônibus.

Ao Portal A Crítica, o vice-presidente destacou que a decisão da Justiça precisa servir para os dois lados. Já que existe uma decisão de insalubridade a favor dos trabalhadores, mas que não é cumprida pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Manaus (Sinetram).

“A decisão da Justiça precisa servir para os dois lados. Temos uma decisão insalubridade dos trabalhadores que a Justiça mandou pagar, mas o Sinetram não pagou. A multa para o não cumprimento é o pagamento de R$ 1 mil por dia, mas até agora o Sinetram não é notificado”, comentou Josildo.

Ainda segundo ele, a greve da categoria é totalmente legal, pois o sindicato realizou todos os trâmites possíveis para a sua legalidade. “Já estamos há oito meses sem salário. Estamos discutindo o dissídio coletivo do ano passado, que venceu dia 1° de maio. Já vai vencer a outra agora, e não recebemos. Fizemos todos os tramites, fizemos assembleia e notificações aos meios de comunicação. Todos sabiam”, destacou.

Pagamento da multa

A decisão da Juíza determinou uma multa de R$ 100 mil para o sindicato em caso de descumprimento da decisão, o que se configurou na manhã de hoje. Além desta decisão, há outra tomada pelo juiz plantonista do Tribunal Regional do Trabalho da 11 º Região, Adilson Marcial Dantas, que também proíbe a paralisação e indica uma multa de R$ 100 mil por dia de paralisação. Sobre o assunto, o vice-presidente afirmou que os próprios trabalhadores e representantes do sindicato serão responsáveis por pagar a multa diária.

“Temos a paralisação de oito mil e quinhentos trabalhadores, outros mil e seiscentos já estavam paralisados. Vamos recorrer da decisão judicial, mas caso a multa continue, vamos pagar. O valor será dividido 50% para os trabalhadores e 50% para o sindicato. Em assembleia realizada na última quinta (12), todos concordaram”, revelou.

População

Durante a entrevista, o vice-presidente Josildo também divulgou que a categoria está preparada para uma paralisação de trinta dias, caso as reivindicações não sejam atendidas. Segundo ele, durante oitos meses o sindicato tentou conversar com o Sinetram sobre o dissídio coletivo do ano passado, mas sem obter sucesso.

“Eu não vejo que nós devemos pedir desculpa para a população. Somos apenas uma categoria que não teve reajuste lutando pelos seus direitos. Só peço que a população nos entenda. Toda vez que o trabalhador é beneficiado, o usuário também recebe. Estava na hora de fazer essa greve. Quem estiver criticando, por favor, precisa se colocar em nosso lugar. Não temos data para voltar aos nossos postos de trabalho”, informou o representante do sindicato dos rodoviários.

PMM

Em nota, o prefeito de Manaus, Artur Neto, considerou a paralisação como " insensata e inconsequente". "Faço apelo muito grande ao meu amigo Givancir, ao Josildo, ao vereador Jaildo para que não prossigam com isso, que para mim é uma insensatez", afirmou Artur, em entrevista a uma emissora de rádio local, citando os líderes do sindicato dos rodoviários. 

Na nota, Artur fala que não cederá ao que chama de pressão por parte dos rodoviários e afirmou que tem uma reunião agendada para hoje com os empresários do sistema de transporte coletivo.

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