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Abusos: Leis de trânsito são desafiadas na AM-070

Transporte irregular e o não uso do capacete são rotina na rodovia Manoel Urbano 19/11/2013 às 07:28
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A falta de fiscalização ao longo da rodovia 'abre espaço' para uma série de irregularidades praticadas por motoristas
Florêncio Mesquita Manaus, AM

A falta de fiscalização ao longo da rodovia Manoel Urbano (AM-070) abre espaço para um festival de irregularidades no trânsito. Basta alguns minutos para constatar infrações graves que, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), resultam em multa, apreensão do veículo e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além da suspensão do direito de dirigir. 

A certeza da impunidade faz com condutores trafeguem da maneira como bem entendem, como se a legislação de trânsito não existisse na rodovia. A imprudência se estende desde caminhões que transportam pessoas em meio a cargas, a motoristas que circulam sem cinto de segurança ou com a lotação de carro de passeio excedida. No entanto, o que mais chama atenção é a quantidade de motociclistas e passageiros sem capacete. A falta do equipamento obrigatório de segurança é a principal causa de morte em acidente com motociclistas.

Segundo o CTB, dirigir ou transportar passageiro em motocicleta sem capacete é uma infração gravíssima com perda de 7 pontos na CNH, multa de R$ 191,54, além da  suspensão do direito de dirigir e retenção da carteira de habilitação. Porém, pelo que é visto na rodovia, ninguém parece se importar com a própria segurança ou com as sanções que podem sofrer.

Outra infração gravíssima com a mesma punição é o transporte de crianças abaixo de 7 anos de idade em motocicletas. Não é preciso esperar muito para ver três pessoas na mesma motocicleta na AM-070, sendo que o veículo foi projetado para comportar apenas o condutor e um passageiro. Cena comum são crianças sendo transportadas entre o condutor e o passageiro, sem capacete. Em muitos casos, o passageiro possui capacete, mas o usa no braço, em vez da cabeça.

Outra curiosidade é ver passageiros sem capacete transportando objetos maiores que as motocicletas, tais como, tábuas de madeira, cadeira de balanço, entre outros.

Caos crescente

O problema que foi mostrado por A CRÍTICA desde que a ponte Rio Negro foi inaugurada, em outubro de 2011, só aumentou nos últimos dois anos. A fiscalização ao longo da rodovia só é disponibilizada em feriados ou dias de eventos que levam grande número de visitantes aos municípios vizinhos. A fiscalização que existe fica concentrada nas duas extremidades da ponte Rio Negro, onde homens do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPtran) da Polícia Militar (PM) verificam os veículos que passam no local e Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado do Amazonas (Arsam) fiscaliza o transporte de passageiros.

Contudo, não há nenhuma fiscalização de trânsito após o último posto do BPtran. O excesso de velocidade e ultrapassagens em local proibido, principalmente em curvas, também aumentam a lista de irregularidades.

Vítimas fatais aumentaram mais de 50%

O número de motociclistas que perderam a vida em acidentes de trânsito, em Manaus, aumentou 53,19% de janeiro até novembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Somente este ano, foram registradas 72 mortes de motociclistas contra 47 em 2012. As mortes de motociclistas ficam atrás apenas das que envolvem pedestres, com 83 este ano contra 85 do ano passado.

Os dados foram divulgados na última semana, durante a audiência pública que reuniu mais de 4 mil mototaxistas na Prefeitura de Manaus.

As estatísticas do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) revelam que de 1º de janeiro a 13 de novembro deste ano, 220 pessoas perderam a vida no em acidentes de trânsito na capital, sete a mais que no ano passado, quando foram registradas 213 mortes.

O número total de mortes no trânsito em Manaus totaliza 220 até este mês. Um dos dados que chama atenção é o aumento das mortes de condutores, que passou de 9 em 2012, para 20 este ano, o que corresponde a um salto de 122,22%. Mortes de passageiros em motocicletas e carros totalizaram 7 em 2012 e 8 este ano.

O número de motociclistas que perderam a vida em acidentes de trânsito, em Manaus, aumentou 53,19% de janeiro até novembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Somente este ano, foram registradas 72 mortes de motociclistas contra 47 em 2012. As mortes de motociclistas ficam atrás apenas das que envolvem pedestres, com 83 este ano contra 85 do ano passado.

Os dados foram divulgados na última semana, durante a audiência pública que reuniu mais de 4 mil mototaxistas na Prefeitura de Manaus.

As estatísticas do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) revelam que de 1º de janeiro a 13 de novembro deste ano, 220 pessoas perderam a vida no em acidentes de trânsito na capital, sete a mais que no ano passado, quando foram registradas 213 mortes.

O número total de mortes no trânsito em Manaus totaliza 220 até este mês. Um dos dados que chama atenção é o aumento das mortes de condutores, que passou de 9 em 2012, para 20 este ano, o que corresponde a um salto de 122,22%. Mortes de passageiros em motocicletas e carros totalizaram 7 em 2012 e 8 este ano.

Responsabilidade

Segundo a assessoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), a responsabilidade de fiscalizar o trânsito na rodovia AM-070 é dos municípios. O que Detran-AM realiza são ações em parceria com o BPtran em feriados e datas de grandes eventos que aumentam o fluxo de veículos na via. Conforme o Detran, a fiscalização de trânsito é municipalizada, portanto, cabe as prefeituras fazer o monitoramento.

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