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Manaus
ABRAÇO SIMBÓLICO

Ação marca o Dia Mundial da Água e prova que Mindu ainda pode ser salvo

Os alunos e professores do curso de Turismo da UEA deram, nesta quarta-feira (22), no Dia Mundial da Água, um “abraço simbólico” na fonte do igarapé 23/03/2017 às 05:00 - Atualizado em 23/03/2017 às 11:56
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Professores e alunos do curso de Turismo da UEA dão o abraço na principal fonte do igarapé do Mindu, na Zona Leste. Foto: Euzivaldo Queiroz
Isabelle Valois Manaus

Os alunos e professores do curso de turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deram, nesta quarta-feira (22), no Dia Mundial da Água, um “abraço simbólico” na fonte principal do igarapé do Mindu, localizada no Parque Municipal das Nascentes do Mindu, Cidade de Deus, Zona Leste. O ato propõe uma reflexão sobre a preservação dos ecossistemas existentes e ensina como a população deve enxergar os igarapés como espaços naturais de turismo, sobretudo por conta da balneabilidade e do lazer.

“Damos muito valor ao patrimônio edificado, como o Teatro Amazonas, museus e muitos outros imóveis. Mas a água é um patrimônio natural”, afirma a professora Salma Batista. “Considerando que estamos na maior bacia hidrográfica do planeta - e o Amazonas é referência internacional em relação a água -  precisamos ter um olhar macro para a bacia hidrográfica Amazônica”, completa, acrescentando que o rio Amazonas é o principal tributário dessa bacia.

Também uma das conselheiras do parque municipal, Salma Batista lembra  ser preciso entender que  os alimentadores dessa bacia são os igarapés existentes em todas as cidades da região. No caso dos igarapés urbanos, ela lembra que todos enfrentam péssimas condições de vida. “Esses afluentes estão sendo totalmente impactados por conta das intervenções urbanas”, avalia.

Para Selma Batista, o turismo precisa cuidar da água como também desenvolver projetos neste sentido. “A água é um patrimônio natural, logo o turismo precisa cuidar, se apropriar no sentido de tornar esses espaços possíveis para visitação e investir em planejamento ambiental e reverter as fragilidades existente”, comentou.

Prosamim
Selma Batista realizou,  na tese de doutoramento dela, uma avaliação do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Durante a pesquisa, a professora concluiu que, no geral, o programa transfere o problema socioambiental para outras áreas da cidade. “A área central se torna salubre, enquanto outras áreas da cidade, principalmente as periféricas, ficam comprometidas com o adensamento populacional e com os diversos conjuntos populacionais. Consequentemente essa população remanejada começou a comprometer na infraestrutura urbanística justamente nos igarapés da cidade”, detalhou.

Entre esses igarapés, Selma destaca o Mindu. Este atravessa a cidade desde a divisa das zonas Norte e Leste até a Zona Centro-Sul, quando deságua no parque dos Bilhares, seguindo para o igarapé da Cachoeira Grande e na sequência chega ao rio Negro já com o nome de igarapé de São Raimundo. “Todos os resíduos produzidos nessas zonas chega ao rio e quase não há ações para sensibilizar a sociedade e por conta disso, surgiu a ideia de chamar atenção da população com este abraço”, conclui.

Lixeiras transformadas

Além do projeto “Abraço Simbólico”, o curso de Turismo da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) também idealiza o projeto transformação de lixeiras 'viciadas' em jardins. Nas proximidades do Parque Municipal das Nascentes do Mindu há pelos menos três jardins criados com o projeto.

Ação celebra  o Dia Mundial

A ação faz parte da programação ao Dia Mundial da Água  e tem o objetivo de propor reflexões sobre a proteção e preservação dos ecossistemas existentes, garantir a proteção dos atributos ambientais. Além disso, promover a integração da comunidade do entorno do Parque em atividades socioambientais.

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