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Acidentes com motocicletas ocasionaram 54 mortes em 2012 em Manaus

Segundo o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) e o Detran, a fiscalização é rotineira, com mais abrangência durante os finais de semana 16/03/2013 às 11:04
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Neste caso, a vítima trafegava em uma motocicleta pela pista do aeroporto no momento da aterrisagem
Nelson Brilhante Manaus

Pela pressa com que dirigem, parece que a maioria dos 128.680 motociclistas que circulam hoje em Manaus (dados do Departamento Estadual de Trânsito – Detran) estão sempre atrasados para seus compromissos. O resultado é o alto nível de imprudência, que gera insatisfação, violência, acidentes e mortes, fatos comprovados constantemente, a olho nu, em todas as zonas da cidade. No ano passado, foram registrados 54 casos de vítimas fatais, somente de motoqueiros. Em dois meses e 15 dias do ano de 2013 já foram expedidos oito atestados de óbito de vítimas que estavam nos 32 acidentes envolvendo veículos de duas rodas na capital.

“Eles não têm respeito por ninguém. Quebram retrovisor, chutam o carro quando o trânsito está travado, tomam a vaga de carro, enfim, são uma praga. Numa cidade que cresce desordenada, como se fosse uma grande invasão”, desabafa a comerciante Zuila Nobre.

No entanto, Ricardo Teixeira, 33, que dirige motocicleta todos os dias entregando polpa de frutas, garante que ainda resta quem faça a coisa certa. “O apressado ou come cru ou queima a boca. O melhor é acordar mais cedo, ser paciente e, por amor à família, dirigir com atenção, respeitar os sinais. Desse jeito evito de deixar meus filhos órfãos. Dirijo há quatro anos, nunca fui multado, xingado e nem bati em ninguém, mas já fui acidentado duas vezes, por moto”, revela Teixeira.

Fiscalização

Falta de fiscalização e punição é o que não falta. Segundo o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) e o Detran, a fiscalização é rotineira, com mais abrangência durante os finais de semana, com punições que vão da aplicação de multa à apreensão da carteira de habilitação e do veículo.

Desde janeiro, o Detran havia apreendido 970 motocicletas, enquanto no mesmo período do ano passado, o número chegou a 1.090 (120 mortos a mais). O diretor do Detran, Leonel Feitoza, atribui a redução, mesmo que com dados antecipados, às campanhas de conscientização da população.

As irregularidades mais comuns são o uso de capacete com viseira fechada para o piloto e passageiro, transporte de crianças menores de sete anos em motos e ausência do capacete para crianças acima desta idade.

Saiba mais‘Moto legal’ Desde 2011, o Manaustrans vem colocando em prática a Operação “Moto Legal”, com o objetivo de reduzir acidentes entre motociclistas e combater a circulação de motos irregulares. O trabalho é coordenado pelo órgão com o apoio das polícias Civil, Militar e da Companhia de Trânsito. Agentes municipais fiscalizam, principalmente, o uso dos equipamentos de segurança pelos motoqueiros. Desrespeito às leis de trânsito comprometem a segurança de motoqueiro e, no caso, cadeirante. 

Multas já somam mais de 600 este ano

Somente em dois meses e meio deste ano, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), já aplicou em torno de 600 multas por estacionamento irregular, de carros e motos, em vagas de idosos. Em 2012, o estacionamento irregular em vagas de idosos rendeu 3.482 multas em Manaus. Cada estabelecimento deve ter, pelo menos, 5% de espaços reservados a idosos e 2% para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Para obter o credenciamento especial, que autoriza o veículo a estacionar nesses locais, os interessados devem se dirigir à sede do Manaustrans, localizada à avenida Tefé, bairro Japiim, Zona Sul, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h às 14h.

De acordo com informações obtidas no órgão, é imprescindível a apresentação do Registro Geral (carteira de identidade), CPF, além de comprovante de residência, sendo todos os documentos originais.

IrregularidadesOutra irregularidade bastante cometida por motoqueiros é a falta de cuidado com equipamentos de segurança como capacete para o piloto e passageiro, lotação da moto (no máximo duas pessoas) e transporte de crianças, muitas vezes feito de forma irregular. 


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