Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
BANCO DOS RÉUS

Acusada de participação na morte de cabeleireiro vai a julgamento em março

Géssica Alves Alho vai ser julgada pelo homicídio do cabeleireiro e maquiador João Felipe de Oliveira Martins, ocorrido em agosto de 2017



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14/02/2020 às 21:26

Acusada de participação no homicídio do cabeleireiro e maquiador João Felipe de Oliveira Martins, 22, ocorrido no dia 30 de agosto de 2017, Géssica Alves Alho vai ao banco dos réus no inicio do próximo mês. Ela se passou por cliente na hora do crime dentro de um salão de beleza localizado no conjunto Vieiralves, no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul de Manaus.

O julgamento está previsto para acontecer no dia 4 de março, quando a ré vai ser julgada por homicídio simples. Se condenada, Géssica pode pegar de seis até 20 anos de prisão. A suspeita foi presa em setembro de 2017 quando foi apresentada pela polícia a imprensa. E segundo informações divulgadas na época, ela foi contratada por terceiros para ir até o salão de beleza junto com o homem que atirou no maquiador. 



Pela participação no crime, Géssica Alho receberia a quantia de R$ 500. O  atirador, identificado como Diego Sabino Araújo, o “Diego Olhão”, foi preso dias depois do homicídio. Ele, que até o ano passado estava preso no  Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1), foi assassinado em uma rebelião de presos dentro da unidade prisional, no dia 27 de maio de 2019. Neste mesmo dia, outros quatro detentos foram executados na unidade prisional após uma série de execuções ocorridas em presídios da capital.

A  morte de João Felipe, segundo informações do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) na época do crime, teria sido encomendada de dentro da cadeia pelo detento José Matheus da Costa Vieira. A motivação seria o fato da vítima ser testemunha de um crime de homicídio cometido pelo mandante. Outras quatro pessoas também foram indiciadas por participação no crime.

Felipe era bastante conhecido no Instagram, onde tinha 19,8 mil seguidores e compartilhava sua rotina diária de trabalho, sempre expondo o resultado dos trabalhos de cabelo e maquiagem que fazia nas clientes. Duas horas antes do crime, ele chegou a fazer um stories no Instagram, dentro do salão, finalizando a maquiagem de uma cliente.

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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