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Manaus
decisão judicial

Acusado de chefiar esquema de desvios na saúde vai dividir cela com Adail Pinheiro

Mouhamad Moustafa está preso no Centro de Detenção Provisória Masculino, mas defesa quer transferi-lo porque ele possui formação superior. Ele é acusado de chefiar esquema desmantelado na "Maus Caminhos" 13/10/2016 às 16:18 - Atualizado em 13/10/2016 às 17:19
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Mouhamad Moustafa deve ser transferido nesta sexta-feira (13) (Foto: Reprodução)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro na saúde pública que chega aos R$ 110 milhões, o médico Mouhamad Moustafa deve ser transferido até sexta-feira para o Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar. A informação foi confirmada pelo comandante do CPE, coronel Cleitman Ribeiro. Atualmente, segundo advogados, o médico está preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), e a defesa afirma que Moustafa tem direito a uma cela especial pelo fato do médico possuir formação em curso superior.

De acordo com o comandante do CPE, a transferência do suspeito será realizada até a manhã desta sexta-feira. Ele deve dividir a mesma cela com o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de envolvimento em um esquema de exploração infanto-juvenil. “Eu só tenho duas celas no CPE, e uma está ocupada por um psicopata da FDN (Família do Norte). Não posso colocar um médico com um psicopata, ou um ex-prefeito com um psicopata na mesma cela. Essa troca, inclusive, está acontecendo contra a nossa vontade, pois não temos estrutura pra isso, porém vamos cumprir essa determinação da Justiça”, declarou o comandante.

Segundo o advogado de Mouhamad, Mauro Martins, o pedido de transferência foi deferido pela Justiça no dia 5 de outubro. “Ele tem esse direito como qualquer pessoa que tem curso superior. Ele tem direito a uma cela especial. Como ele está sob a custódia do Estado, não temos uma data certa para a transferência dele”, disse o advogado.

Moustafa é apontado como chefe da organização criminosa, desmantelada no mês passado durante a Operação Maus Caminhos. Segundo a Polícia Federal, o médico aumentou em 35 vezes seu patrimônio desviando dinheiro público durante quatro anos. O dinheiro era usado para adquirir bens de alto padrão, como avião a jato, veículos importados e imóveis de luxo.

A reportagem tentou contato com o superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Marcelo Rezende, mas ele disse que não iria se pronunciar sobre o caso.

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