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Acusado de esfaquear pitbulls é sentenciado a prestar serviços em canil da PM por um ano

O juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), que optou por uma pena alternativa, determinou que a pena deverá ser cumprida em regime de oito horas semanais, a começar no dia 1º de dezembro 28/11/2014 às 23:11
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Funcionário público também deverá fazer curso de conscientização ambiental como parte da sentença
ACRITICA.COM Manaus (AM)

O homem suspeito de esfaquear dois pitbulls no último dia 14 de setembro foi sentenciado, nesta sexta-feira (28), a cumprir serviços comunitários no canil da Polícia Militar durante um ano.

O funcionário público Renan Agra, 53, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) por maus tratos a animais, delito previsto na Lei de Crimes Ambientais que poderia lhe acarretar de três meses a um ano de prisão.

O juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), onde tramitou o processo, optou por uma pena alternativa, que deverá ser cumprida em regime de oito horas semanais, a começar no dia 1º de dezembro. Além dos serviços prestados no canil, Renan também deverá realizar um curso de conscientização ambiental como parte da sentença.

Um relatório deverá ser produzido dando conta das atividades desenvolvidas por Renan, com fotos e carga horária cumprida, sob pena de reabertura do processo caso se descubra o descumprimento da sentença.

Entenda o caso

Um casal de cães da raça pitbull com nomes de “Marrento” e “Belinha” foram esfaqueados pelo servidor público Renan Agra Pereira. O caso ocorreu na rua Voluntários da Pátria, bairro Vila da Prata, Zona Oeste. 

Em entrevista a TV A Crítica no dia 23 de setembro, ele desabafou e disse que sua atitude foi apenas para salvar a família do ataque dos animais. Os cachorros teriam fugido da casa dos pais da dona e foram parar na casa de Renan. Os animais teriam tentado atacar ele e a esposa.

“Foi o instinto do desespero. Na hora não dava para saber se os animais eram agressivos ou não. Eles vieram para cima de mim e quando eu passei perto do mamoeiro, vi o terçado. Peguei facão e fui pra cima. Nessa hora eram eles ou a minha família”, explicou Agra.

Após ser atingida com golpes de terçado, Belinha teve um dos olhos removidos. Em protesto, a mesma ONG, com nome de ‘Clube do Pitbull’, realizou uma manifestação no último sábado (20) exigindo punição ao suspeito.  


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