Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
JULGAMENTO

Acusados de matar advogada criminalista vão a júri popular nesta quarta-feira (11)

Conforme a denúncia, Maria Inês Ribeiro de Lima foi assassinada pelo namorado por ter se recusado a participar de um esquema para assaltar a casa de um milionário



show_morta_1111_B369AE38-7E82-496A-B0B3-8C89CB83FE8D.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
09/03/2020 às 18:29

Os autores do homicídio da advogada criminalista Maria Inês Ribeiro de Lima serão levados a julgamento nesta quarta-feira (11). Weliton Barros Miranda, o ‘Pastel’, Leonardo Elias Nahmias de Oliveira, Luciclaudio Souza Silva, o ‘Cláudio’ ou ‘Bad Boy’ e Elizandra de Souza Alexandre Barbosa, a ‘Bárbara’, serão julgados pelo conselho de sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri.

A sessão de julgamento está marcada para iniciar por volta das 8h40 e será presidida pelo juiz Adonaid Abrantes de Souza Tavares. Na acusação, estará atuando o promotor de Justiça Leonardo Tupinambá. Até ontem (8), o magistrado ainda não tinha como prever o encerramento.



O promotor Leonardo Tupinambá disse que estava lendo o processo e que irá manter no plenário o que foi dito na instrução de julgamento e na denúncia oferecida pelo promotor Rogério Marques. O crime da advogada foi considerado bárbaro e foi classificado pelo Ministério Público como homicídio qualificado.

De acordo com a denúncia oferecida pelo membro do Ministério Público, a advogada foi assassinada no dia 3 de agosto de 2016. Maria Inês foi encontrada morta, na estrada do balneário da Praia Dourada, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. O corpo apresentava sinais de perfuração no pescoço e as pernas estavam amarradas.

Conforme a denúncia, a advogada criminalista foi assassinada pelo namorado, Weliton Barroso Miranda, o “Pastel”, por ter se recusado a participar de um esquema para assaltar a casa de um milionário asiático, morador da Zona Leste.  Os demais foram denunciados por participação no crime.

O caso

Maria Inês era advogada criminalista e, de acordo com as investigações, tinha costume de se envolver com os seus clientes, os quais, em sua maioria, eram egressos do sistema prisional. Antes de ser morta, ela tinha um envolvimento amoroso com Pastel, que cumpria pena no regime semiaberto.

Conforme a denúncia, Weliton pretendia roubar o empresário e prometeu dar a metade do dinheiro roubado para os chefes da facção criminosa Família do Norte (FDN) que estavam presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), entre eles Bad Boy, ex-marido de uma juíza.

‘Pastel’ contou à vítima os seus planos e pediu que ela fosse a Manacapuru pegar um revólver que ele usaria para fazer o roubo. A denúncia afirma que vítima não aceitou e pediu que ele desistisse, caso contrário o denunciaria à polícia. ‘Pastel’ então telefonou para ‘Bad Boy’, dizendo que não seria mais possível fazer o roubo devido às ameaças da advogada.

Inconformado, ‘Bad Boy’ determinou que ‘Pastel’ e Leonardo Elias matassem a advogada. De acordo com a denúncia, Bárbara foi contratada por R$ 200 para ajudar no crime. A advogada foi atraída pelo namorado para um hotel no Centro de Manaus, onde foi rendida e amordaçada por Leonardo Elias. À noite, ela foi levada em seu próprio carro, um Prisma de cor cinza, para o local onde foi assassinada a facadas.

 Lucicláudio, o ‘Bad Boy’, está preso cumprindo pena pelo assassinato to membro da polícia peruana Ronny Chan e pela tentativa de homicídio de Máximo Medina, em 2008. Na época do crime, de acordo com as investigações da Polícia Federal, ele seria companheiro da juíza Maria de Perpétuo Socorro da Silva Menezes.

Repórter de A Crítica

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