Sábado, 20 de Julho de 2019
Manaus

Acusados de matar policial civil são condenados a mais de 15 anos

Depois de quase 15 horas de julgamento, a sentença dos três réus foi lida por volta da meia-noite de sexta-feira (10), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus



1.jpg Tribunal de Justiça do Amazonas
13/05/2013 às 17:30

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri condenou a mais de 15 anos de prisão os três acusados de matar o policial civil José Alberico da Cruz Andrade, em 2008, no bairro do Japiim, Zona Sul de Manaus, depois de quase 15 horas de julgamento, na última sexta-feira (10). O Júri foi presidido pelo juiz de Direito Eliezer Fernandes Júnior, que responde pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, e o Ministério Público foi representado pelo promotor Edinaldo Medeiros.

Givaldo José dos Santos foi condenado a 16 anos de prisão. José Henrique Silva de Andrade recebeu pena de 15 anos, e, Adonias Júnior Cardoso Filho, foi condenado a 16 anos de reclusão. Penas a serem cumpridas, inicialmente, em regime fechado. José Henrique Silva de Andrade era réu solto e foi preso tão logo anunciada a sentença. Adonias Júnior Cardoso, o Gago, foi julgado a revelia, pois não compareceu ao julgamento e, com a condenação, passa à condição de foragido da Justiça.

O Júri terminou por volta da meia-noite da sexta-feira e foi marcado pelo depoimento de uma das testemunhas, que afirmou ser um dos sobreviventes do esquema que roubava e desmanchava veículos de luxo em Manaus, preferencialmente carros automáticos e picapes. Segundo ela, o policial civil, morto em 2008, fazia parte de uma quadrilha que roubava carros em Manaus e levava para Boa Vista (RR) e também para o município de Coari, no interior do Amazonas.

“Eu sei tudo sobre esse esquema e agora estou marcado para morrer. Sei que agora vou morrer, porque eles não vão me perdoar. Tenho filhos e moro com minha mãe. Eles financiavam um carro e depois com o mesmo documento roubavam cinco ou seis da mesma cor e modelo e enviavam para o interior com documentos adulterados”, declarou a testemunha durante o julgamento.

Segundo ela, a quadrilha realizava o desmanche de veículo em um ponto da Zona Sul de Manaus e contava com o apoio de alguns policiais civis. Ainda no julgamento, a testemunha contou que José Alberico tinha parte no esquema fraudulento de roubo de veículos e morreu porque descobriu que alguns integrantes da quadrilha haviam comprado um caminhão no nome dele, sem que tivesse conhecimento.

“Eles compraram o caminhão para transportar as peças dos carros que eram roubados. Na realidade, o policial não sabia da compra do caminhão. Quando ele ficou sabendo, o Andrade disse que ia acabar com eles. O Henrique e o gago contrataram o Givaldo para fazer o serviço”, afirmou, ressaltando que somente Gago teria um histórico de, pelo menos, 15 mortes em Manaus. Ao todo foram arroladas 13 testemunhas para o julgamento, entre defesa e acusação.

O promotor público Edinaldo Medeiros disse que solicitou proteção para a testemunha e que esta deverá entrar para o Programa de Proteção à Testemunha.

Durante o julgamento, a testemunha também falou do defensor público José Antônio Tuma Neto, 54, que foi atropelado e morto em junho do ano passado, embora não tenha deixado claro que a morte tivesse alguma relação com as ações da quadrilha.

*Com informações da Divisão de Imprensa e Divulgação do Tjam

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