Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
Caso Belota

Acusados do caso Belota irão a Júri Popular

Os três acusados foram pronunciados por homicídio triplamente qualificado em relação à morte de Maria Gracilene e Gabriela Belota, e duplamente qualificado pela morte de Roberval Roberto de Brito



1.jpg Da esquerda para a direita os suspeitos Jimmy Robert, Rhuan Bruno e Rodrigo Moraes, na sede da DEHS
05/06/2013 às 13:11

A juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mirza Telma de Oliveira Cunha, divulgou na manhã desta quarta-feira (05) a decisão de pronúncia dos acusados no caso de homicídio da família Belota, no processo  nº 0203408-73.2013.8.04.0001, confirmando que eles irão a Júri Popular.

Jimmy Robert de Queiroz Brito, Rodrigo de Moraes Alves e Ruan Pablo Bruno Claudio Magalhães são acusados pela morte de Gracilene Belota, 59, coordenadora geral de comércio exterior da Superintendência da Zona Franca de Manaus, da filha dela, Gabriela Belota, 26, e do irmão da funcionária da autarquia, Roberval Roberto de Brito de 63 anos, além de furto qualificado.

Eles foram pronunciados por homicídio triplamente qualificado em relação à morte de Maria Gracilene e Gabriela Belota, e duplamente qualificado pela morte de Roberval Roberto de Brito.

De acordo com a juíza, além dessas qualificadoras, para Jimmy foi acrescida a agravante de crime praticado contra ascendente, pois a vítima Roberval Roberto era pai de Jimmy.

Rodrigo de Moraes Alves também responderá pelos crimes de estupro de vulnerável, haja vista ter abusado sexualmente de Gabriela Belota em circunstâncias em que a vítima não podia oferecer resistência, e ainda pela violência cometida contra o animal de estimação das vítimas.

A magistrada explica o porquê de o caso de estupro, furto e de violência contra o animal serem julgados pelo Tribunal do Júri. “Cabe ao Tribunal do Júri julgar crimes dolosos contra vida, entretanto, neste caso a competência do Tribunal do júri atrai os crimes relacionados aos homicídios”, afirmou.

De acordo com a juíza, a próxima etapa do processo, caso não haja recurso, será a abertura de vistas às partes para requererem quaisquer diligências que entendam necessárias e apresentarem rol das testemunhas que desejam que sejam inquiridas em plenário. Após isto, será pautada data para realização da Sessão de Júri Popular e a decisão caberá ao Conselho de Sentença”, destacou a juíza.

Entenda o caso

A mãe Maria Gracilene Roberto Belota e filha Gabriela Belota, de 55 e 26 anos, respectivamente, foram encontradas mortas pela empregada doméstica por volta das 8h do dia 22 de janeiro de 2013, com sinais de estrangulamento, no apartamento da família, localizado no Condomínio Parque Solimões, Zona Sul de Manaus.

O corpo da filha, que era acadêmica do curso de Odontologia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e dona do blog de moda “Se Joga”, estava em cima de uma cama, enrolado em um lençol, com o rosto enrolado com papel filme, e a mãe, de 55 anos, que era coordenadora-geral de Comércio Exterior da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no corredor da residência. O cachorro da família também foi encontrado morto; o animal estava pendurado em um cabide de parede e estrangulado.

Em outro ponto da cidade, na Rua Rêgo de Barros, no bairro São Raimundo, Zona Centro-Oeste, foi encontrado morto o irmão da funcionária pública, tio da universitária e pai de Jimmy, Roberval Roberto de Brito, de 63 anos. Conforme a Polícia Militar, ele foi encontrado jogado em cima da cama com as mãos amarradas, também com sinais de estrangulamento.

* Com informações da Divisão de Divulgação do TJ-AM




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