Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
MOVIMENTO

Adesão à greve na Educação chega a 60% dos municípios, diz Sinteam

Nesta semnana, Maraã, Anamã e Ipixuna entraram na lista das cidades com atividades paralisadas. Nova rodada de negociação com o Governo acontece nesta terça-feira



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23/04/2019 às 10:56

Trabalhadores da educação de mais de 60% dos municípios do Amazonas paralisaram parcial ou totalmente suas atividades. De ontem para hoje, Maraã, Anamã e Ipixuna entraram na lista da greve da educação. Anamã havia aderido anteriormente, mas de forma parcial. Agora, 100% das escolas da rede estadual estão sem aulas. A informação é da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM), Ana Cristina Rodrigues.

Ontem, representantes de Tabatinga, Iranduba, Parintins e Boca do Acre participaram da manifestação na entrada da Ponte Rio Negro. Além do reajuste no salário, as principais reivindicações dos trabalhadores do interior são referentes ao Plano de Saúde e Auxílio-localidade.

Sobre o auxílio-localidade, Ana diz que ele é fixado em R$ 30 há 30 anos e não leva em conta a especificidade do Amazonas. “Há comunidades com distâncias enormes. R$ 30 o trabalhador gasta num dia. Alguns até precisam morar nas escolas para não ter que se deslocar e gastar parte do seu salário”, disse.

Reunião com o governo

Hoje às 16h está marcada uma reunião com o governo para mais uma rodada de negociação. A última conversa entre governo e SINTEAM aconteceu ontem com o secretário de Educação, Luiz Castro. 

De acordo com a Seduc, em nota encaminhada pela Secretaria de Estado de Comunicação,  o Estado expôs as razões pelas quais está impedido de conceder reajuste acima da inflação neste ano. Ao ultrapassar o limite de gastos com pessoal, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede que o Governo conceda ganho real à categoria.

Segundo o secretário da Seduc, Luiz Castro, as demais demandas apresentadas pelo movimento já estão em estudo para execução em curto, médio e longo prazos, a exemplo da ampliação do auxílio-alimentação, auxílio-localidade, vale-transporte para professores de 40 horas e o cumprimento do enquadramento vertical e horizontal no plano de carreiras da categoria.

A presidente do SINTEAM, Ana Cristina Rodrigues, cobrou os prazos a serem cumpridos em cada pauta já negociada. “Eles falam mas não nos dão data para acontecer. Queremos deixar tudo formalizado, com garantias”, explicou.

Hoje, Ana espera uma melhora no índice de reajuste. O sindicato reivindica 15% entre inflação, perda do poder de compra e ganho real. O governo acena com 3,93%.

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