Domingo, 19 de Maio de 2019
PONTE DO MUTIRÃO

Adiar demolição da ponte da feira do Mutirão pode colocar vidas em risco, diz prefeitura

A construção de uma nova ponte na rua Itaité vem se arrastando e causando transtornos há meses. Mas moradores e vendedores discordam sobre o início das obras



ponte_mutir_o.JPG
Ação é necessária, mas desagrada comerciantes do local, que querem alternativa (Foto: Euzivaldo Queiroz)
11/04/2018 às 11:32

A demolição da atual estrutura e a construção de uma nova ponte na rua Itaité, no bairro Mutirão, uma das principais vias de acesso ao bairro, vem se arrastando e causando transtornos há meses. Apesar de saberem que a intervenção é urgente e essencial, moradores e vendedores ambulantes divergem sobre o início das obras e a retirada de comerciantes que atuam no meio da rua.

Na manhã de segunda-feira, um grupo de funcionários da prefeitura esteve no local e retirou algumas barracas, principalmente na área da ponte, que corre o risco de desabar. A ação causou revolta entre os vendedores ambulantes. Eles exigem ser realocados. “Não somos contra a demolição e construção de uma outra ponte, não. Nós só queremos ter nosso apelo atendido, a gente já trabalha aqui há muitos anos, sabe? Queremos que identifiquem uma outra rua para que a gente possa continuar trabalhando e levando o sustento da nossa família”, disse Sony Nery, de 36 anos, que trabalha em uma barraca de roupas.

Muitos dos ambulantes que atuam na área hoje começaram a invadir o local após a via ser interdita para que os trabalhos na ponte fossem realizados. E após invadirem o trecho central da rua, um clima de guerra entre motoqueiros e ambulantes ocorre a todo instante.

 “É um sufoco passar por aqui diariamente. Eles fecharam a um lado para o outro, olha o transtorno que virou isso. Antes não havia feira aqui, antes era uma vez na semana que tinha”, disse a dona de casa Kátia Silveira, 45, que mora no bairro há 15 anos e diariamente passa pelo local.

 A Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercado (Subsempab) informou que vendedores retirados estão atuando em outra rua no mesmo bairro, até a realocação para um espaço definitivo. Fiscais realizam inspeções rotineiras para coibir a ocupação irregular do espaço, mas, ainda assim, existe um grupo que teima em invadir a área.

O engenheiro superintendente da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Orlando Holanda, explicou que é a obra é necessária, pois as pessoas que transitem pelo local correm risco. “É uma obra demorada, impossível de ser rápida, mas não queremos prejudicar esses comerciantes, queremos evitar pânico. Mas essa é uma obra que não podemos mais protelar”, disse. Em nota, a Seminf informou que devido a situação envolver também permissionários a análise está sendo feita com muita cautela. 


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.