Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Manaus

Administração de rodoviária segue indefinida e usuários amargam prejuízos em Manaus

Enquanto não há uma definição de quem é a responsabilidade de administrar o Terminal Rodoviário Huascar Angelim, no bairro de Flores, a população sofre com a falta de manutenção do local



1.gif Inaugurado na década de 80, terminal rodoviário passou apenas por reparos paliativos e o problema continua até hoje
06/11/2014 às 09:53

Mais de dois anos depois da Prefeitura de Manaus anunciar que entregaria a administração do Terminal Rodoviário Huascar Angelim, no bairro de Flores, Zona Centro-Sul, para o Governo do Estado, o processo continua indefinido. De um lado, o município alega que não tem mais responsabilidade sobre a estrutura e, inclusive, entregou as chaves do prédio após retirar itens que pertencia ao patrimônio municipal. Do outro, o Estado não assumiu oficialmente a responsabilidade, apesar de ter feito uma reforma às pressas no prédio 11 dias antes do início da Copa do Mundo, quando Manaus foi uma das subsedes do Mundial.

A rodoviária foi administrada pela prefeitura por 32 anos. A devolução do prédio para o Estado foi anunciada em outubro de 2012 pelo ex-prefeito Amazonino Mendes que defendia que a administração e o custo pela manutenção da rodoviária deveriam ser do Estado. Dois meses depois, o decreto 2.050 foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) formalizando a autorização para o início da transferência. Nele, o ex-prefeito Amazonino Mendes autoriza a Superintendente Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) a adotar providências necessárias para o repasse do terminal rodoviário para o Estado, a partir do dia 1º de março de 2013.

No mês que a mudança deveria ocorrer, o titular da SMTU, Pedro Carvalho, informou que o processo não havia sido finalizado devido ao levantamento do patrimônio da prefeitura na rodoviária que ainda estava em curso. A gestão anterior da SMTU, que administrava o prédio, saiu do terminal meses antes para as duas atuais sedes.

A transferência segue sem prazo e enquanto Estado e Município não se entendem sobre a administração da rodoviária, quem sofre são os usuários que convivem com os problemas no local. Mensalmente, 28 mil passageiros passam pela rodoviária.

Em agosto desse ano, as próprias pessoas que usam e trabalham no terminal decidiram assumir a manutenção dele. Ambulantes, permissionários e donos de empresas de transporte passaram a pagar pela limpeza e segurança do local. A reforma realizada pelo Estado melhorou a condição de uso dos banheiros que estavam com portas e outros itens quebrados, além do aspecto do terminal. No entanto, as goteiras continuaram e quando queima uma lâmpada ou fusível, que deixa o local às escuras, quem paga a conta são os próprios permissionários do terminal.

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