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Manaus
HORA DO MEDICAMENTO

Adoção de etiquetas em hospital público de Manaus é medida de controle

O Pronto-Socorro do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na Zona Norte, redobrou os cuidados que garantem mais segurança ao paciente 09/01/2017 às 05:00
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Nas etiquetas diferencias por cores, consta o nome da medicação e outras informações. Foto: Cleidimar Pedroso/PS Delphina Aziz
acritica.com Manaus

Para redobrar os cuidados que garantem mais segurança ao paciente, o Pronto-Socorro do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na Zona Norte, adotou, na internação, mais uma medida para controlar o uso de medicamentos que têm um risco potencial de causar danos graves ou até mesmo fatais. Por meio de etiquetas que servem como sinal de alerta, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos previnem os doentes dos riscos inerentes a administração inadequada desses medicamentos. Esse processo é rigoroso e meticuloso.

Toda unidade de saúde cerca seus usuários com o maior cuidado possível, para evitar qualquer tipo de falha como a troca de um medicamento pelo outro. Diminuição da saturação de oxigênio, obstrução das vias aéreas, sedação inadequada, hemorragias e eventos de tromboembolismo, que é a obstrução de um vaso sanguíneo devido a coágulos, depressão respiratória, parada cardiorrespiratória, hiperglicemia são alguns dos danos aos quais os pacientes correm se eles forem usados de forma errada.

Esses medicamentos são chamados de alta vigilância e, como o próprio nome permite deduzir, quanto maior a precaução, melhor. Eles pertencem às seguintes classes: menzodiazepínicos, opióides, anticoagulantes, insulinas e eletrólitos concentrados.

“O uso de etiquetas coloridas serve como sinais de alerta para diferenciar os medicamentos de alta vigilância no momento da dispensação, preparação e administração das medicações”, explica Flávia Rochelle, coordenadora de equipe de Farmácia do Delphina Aziz.

A etiqueta vermelha é para os benzodiazepínicos, verde para anticoagulantes, azul para opióides e amarela para insulinas e eletrólitos. Nelas constam as seguintes informações: o nome da medicação pelo princípio ativo, concentração, lote, validade e código de barras.

Os bins - compartimentos onde ficam os medicamentos - também são identificados por cores. “Eles são identificados de acordo com as cores das etiquetas a fim de alertar os assistentes de farmácia no momento da separação das medicações”, explica a farmacêutica Flávia. Na unidade há uma lista com as classes desses medicamentos, suas respectivas cores e qual o risco medicamentoso que pode causar no paciente. Essa mesma relação fica fixada em cada setor assistencial para que a equipe de enfermagem e o médico saibam quais os riscos que o uso incorreto dessas medicações pode causar.

O Delphina Aziz é uma unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) desde a sua inauguração, em 2014.

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