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Manaus
RECUPERAÇÃO

Adolescente com 58% do corpo queimado reage e fala com o pai pela primeira vez

“O fato de ele conseguir falar eu considero muito”, disse o pai. O jovem foi atacado com gasolina em chamas despejada por outro adolescente 29/05/2017 às 12:02 - Atualizado em 29/05/2017 às 12:12
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Vinicius Leal Manaus (AM)

O estudante de 14 anos Daniel Simeone Castro do Nascimento, que teve 58% do corpo queimado em Manaus, após um ataque, reagiu e falou com o pai, Delmo Nascimento, pela primeira vez desde a internação no hospital. “Ele conversou comigo, falou que sentia dores e sobre o desconforto. O fato de ele conseguir falar eu considero muito. Já foi uma vitória ele ter respirado (sem ajuda de aparelhos)”, disse o pai.

O adolescente está internado desde a última sexta-feira (26) com queimaduras no rosto, braços, tórax e coxas, após ser atacado por outro adolescente, de 17 anos, que ateou fogo em uma lata com gasolina e despejou sobre Daniel. Atualmente, o estado de saúde dele é grave, porém estável. Leia mais abaixo.

“Ele falou bem pouco. Ele fala e dorme. Tem que ficar chamando ele (sic) para responder. Acredito que é por causa do efeito dos remédios. Ele estava entubado e sedado, e o fato de ele falar comigo considero muito”, falou o pai. “Já foi uma vitória ele ter respirado. Graças a Deus ele está respirando bem. Tiraram o aparelho e ele está reagindo bem”.

Conforme o pai, a preocupação agora é com o risco de infecção. “Requer muito cuidado porque o corpo dele está todo queimado e tem o risco de infecção por bactéria. A área do corpo queimado é muito extensa e tem que ter um cuidado redobrado. Estamos aqui orando para que Deus mantenha a proteção dele e a cada dia avançar”, completou Delmo Nascimento.

No momento, Daniel continua internado no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital e Pronto Socorro (HPS) 28 de Agosto. Segundo último boletim médico, divulgado às 11h de hoje, ele está com estado de saúde grave, porém estável. “Encontra-se lúcido, orientado e comunicativo”, informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam). As queimaduras foram 2º e 3º graus.

Vingança após briga

O ataque a Daniel aconteceu dias após uma briga entre ele e o suspeito do crime, o adolescente de 17 anos. O jovem mais velho trabalhava na oficina da família de Daniel e desde o ocorrido não foi mais visto. Segundo o pai, Delmo, o jovem suspeito do crime era tratado como parte da família e convivia com todos diariamente. A família considera que ele agiu de forma premeditada e por vingança após a briga.

Considerado foragido

O adolescente suspeito é considerado foragido. A família de Daniel registrou na semana passada um Boletim de Ocorrência (B.O) na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), a delegacia do menor. Eles prometem retornar ao distrito de polícia para levar o laudo médico das queimaduras e ajudar nas investigações.

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