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Manaus
CRIME BRUTAL

Adolescente é apreendido por participação em morte de caseiro, mas nega o crime

“A apreensão dele é temporária, 45 dias, e quero ouvi-lo novamente para saber se ele pretende confessar o crime”, afirma delegado Valdinei Antônio Silva 16/02/2018 às 21:31 - Atualizado em 16/02/2018 às 22:49
Show dermilson
Caseiro Dermilson Monteiro da Silva (foto em destaque) foi morto com golpes de terçado. Foto: Divulgação
Fábio Oliveira Manaus (AM)

O adolescente de 15 anos, envolvido na morte do caseiro Dermilson Monteiro da Silva, 49, relatou em depoimento na Polícia Civil de Presidente Figueiredo que não participou do assassinato. A informação foi repassada pelo delegado titular Valdinei Antônio Silva.

De acordo com ele, o jovem informou que só ficou sabendo do homicídio de Dermilson após ver uma postagem no Facebook de Lucas Costa Figueiredo, 23, no qual mostra um vídeo do crime. Entretanto, segundo o delegado, a postagem não foi encontrada.

“Ele alega que só ficou sabendo do crime depois que o Lucas (outro suspeito do homicídio) postou um vídeo do fato no Facebook, mas procuramos e não achamos nada. O adolescente disse que não participou desse crime”, explicou o delegado Valdinei Silva.

Além do adolescente são suspeitos também de participarem da morte do caseiro Lucas e o irmão dele, identificado apenas como Matheus, ambos foragidos da polícia. Segundo o delegado, nesta sexta-feira (16) os investigadores receberam uma denúncia sobre o paradeiro de Lucas, mas não tiveram sucesso em localizá-lo.

O jovem de 15 anos – até o momento o único suspeito apreendido pela polícia – foi conduzido para Manaus, onde deve ficar internado provisoriamente por 45 dias no Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste. “A apreensão dele é temporária, 45 dias, e quero ouvi-lo novamente para saber se ele pretende confessar o crime”, enfatizou.

A morte de Dermilson chocou a população de Presidente Figueiredo. O caseiro foi morto com golpes de terçado na cabeça na frente da esposa Lucenilda Soares da Costa, 39, e das filhas, de 3 e 11 meses, que foram achadas na mata seis dias depois do assassinato. Elas passaram fome e sede e foram encontradas por madeireiros.

Lucenilda chegou a ser amarrada em um tronco de árvore. Ela e suas filhas já estão na casa de familiares em Manaus e passam bem.

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